Obscuros desejos de ti,
inoquidade preversa no olhar,
sonhos decrépitos de solidão
na tenebrosa nocturna ausencia de som...
onde me agasalho de trevas
no meu manto retalhado de sombras;
que estranho ser eu me tornei...
se soubesses a quantidade de coisas tristes
que trago dentro de mim,
o papel de carta amarrotado
que o meu coração é...
as horas que não passam,
as palavras que não se dizem,
os beijos que não se roubam,
o amor que não foi...
reduzi-me a um rabisco nervoso num papel,
que simplesmente diz...
perdi...
"perdi"
João Natal 14/10/2003