O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
de Fernando Pessoa
(que posso dizer deste poema? é uma referência para mim e para toda a literatura portuguesa, para mim, não desconsiderando nenhum outro poeta, Pessoa foi o mestre, o expoente maximo da poesia lusa)
Publicado por D_Quixote em outubro 20, 2003 12:33 AME eu confesso que adorei sua mensagem, adorei seu blog também!!!
Tenha uma semana radiante...
Beijos da Karen
gostava que publicassem mais coisas sobre Fernando Pessoa hortonimo, mais propriamente sobre o poema "Autopsicografia".
Obridados!!!!!!!!!!!!!!1