Dor visceral
Não sei qual é a distância, não vejo qualquer pensamento.
Há uma luz que ao fundo vislumbro. Há uma fragância.
Esse cheiro que me corrompe, que me seca a boca.
Farol que me guia os passos, me amordaça a palavra.
Sou um bicho perguiça com vontade de vida,
o espelho concavo da minha miséria.
Sou um filho de puta.
Sou gaivota de altos gritos
Falcão de voos a pique
Sou mar azul sou verde
Sou onda que rebenta em abismos
Sou corda sou trapo sou pão.
de Guida R. Pires (afixado com autorização da mesma)
Este é um poema fantástico que li numa das minhas digressões por alguns blogs que valem bem a pena de serem visitados, gostei tanto dele que tinha de o partilhar aqui... no meu pequeno café... espero que gostem!
eu é que agradeço pela poesia fantástica com que nos brindas no teu blog...
Afixado por: Nuno Branco em novembro 20, 2003 11:03 PM