Silêncio
No fadário que é meu, neste penar,
Noite alta, noite escura, noite morta,
Sou o vento que geme e quer entrar,
Sou o vento que vai bater-te à porta...
Vivo longe de ti, mas que me importa?
Se eu já não vivo em mim! Ando a vaguear
em roda à tua casa, a procurar
Beber-te a voz, apaixonada, absorta!
Estou junto de ti e não me vês...
quantas vezes no livro que tu lês
meu olhar se pousou e se perdeu!
Trago-te como um filho nos meus braços!
E na tua casa...Escuta!...Uns leves passos...
Silêncio, meu Amor!...Abre!Sou eu!...
de Florbela Espanca
Como admiradora incondicional de Florbela Espanca, não podia passar sem aqui deixar esta nota. E claro, agradecer-te, D. Quixote, por a teres trazido até nós.
:)**
Afixado por: Sandra em novembro 24, 2003 08:44 PMNuno, obrigada pela visita e pela boa sorte :)
Lindo blog e certamente voltarei aqui! Inclusive com mais calma para poder ler tudo!! Mas simplesmente não pude deixar de sair sem te deixar um recadinho aqui, principalmente depois de ler Florbela Espanca. Sou super fã da obra dela... sem palavras!
Um beijo,
Cris
De facto deves ser um amante de poesia mesmo.É a priemira vez que vejo um homem gostar de Florbela Espanca! Bem hajas por nos trazer a Florbela praqui*
Afixado por: bee em novembro 25, 2003 04:28 PMora... eu é que estou imensamente grato pela assidua presença de clientes tão VIPs...
é o vosso apreço pela poesia que me dá alento a afixa-la, quentinha como o café...
um grande bem haja do tamanho do coração...
Afixado por: Nuno em novembro 25, 2003 07:28 PMNUNO! ESSA DAS VIPS MERECE UM CAFÉ ROBUSTA QUENTINHO»»»TOMA O TEU»»\_/)»»» Ñ TE QUEIMES!*SORRISOS*
Afixado por: BEE em novembro 26, 2003 05:03 PM