dezembro 03, 2003

Longe de ti

Longe de ti


Longe de ti, se escuto, porventura,
Teu nome, que uma boca indiferente
Entre outros nomes de mulher murmura,
Sobe-me o pranto aos olhos, de repente...

Tal aquele, que, mísero, a tortura
Sofre de amargo exílio, e tristemente
A linguagem natal, maviosa e pura,
Ouve falada por estranha gente...

Porque teu nome é para mim o nome
De uma pátria distante e idolatrada,
Cuja saudade ardente me consome:

E ouvi-lo é ver a eterna primavera
E a eterna luz da terra abençoada,
Onde, entre flores, teu amor me espera.


de Olavo Bilac

"Strange man in empty café" by Elena Zabelin

Publicado por D_Quixote em dezembro 3, 2003 01:43 AM
Comentários

D.Quixote,

devo dizer, gostei deste café, eu que só costumo ir a tabernas. gostei mm.

8)

Afixado por: margarete em dezembro 3, 2003 12:58 PM

Bem... e eu agradeço... as portas deste meu pequeno café estarão sempre abertas a clientela nova... e o cafézinho? como vai ser? curto ou cheio?

Afixado por: Nuno em dezembro 3, 2003 01:28 PM