dezembro 21, 2003

Mais abaixo, meu bem!

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
¿ Mais abaixo, meu bem,
quero o teu beijo!

Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.

Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
¿ Mais abaixo, meu bem! - num frenesi.

No seu ventre pousei a minha boca,
¿ Mais abaixo, meu bem!
- disse ela, louca.
Moralistas, perdoai! Obedeci...


de Olavo Bilac

(enviado pela Maria... mais uma cliente nova que tem um blog fantástico que recomendo)

Publicado por D_Quixote em dezembro 21, 2003 01:05 AM
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