Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
¿ Mais abaixo, meu bem,
quero o teu beijo!
Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.
Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
¿ Mais abaixo, meu bem! - num frenesi.
No seu ventre pousei a minha boca,
¿ Mais abaixo, meu bem!
- disse ela, louca.
Moralistas, perdoai! Obedeci...
de Olavo Bilac
(enviado pela Maria... mais uma cliente nova que tem um blog fantástico que recomendo)
Publicado por D_Quixote em dezembro 21, 2003 01:05 AM