Atravesso a vida
Marcando-a de pegadas frívolas,
Que nada têm a contar...
Olho para trás,
Vejo os caminhos que criei...
Afanosos, fastidiosos,
Rodeados de detritos de dor inacabados...
Construídos para ocultar a minha indolência,
Servem-me de droga, agora,
Enquanto construo outros...
Sei que preciso de ajuda,
Tento refrear pensamentos perjuros,
Concentrando-me num objectivo...
Esse objectivo que leva demasiadas interrogações,
Que é construído sobre bases fracas,
Devido ao meu ser,
Que cresce timorato e drogado,
Desta substância que todos temem ter...
Não sei quanto tempo resta ainda...
Sei que o tempo nunca acaba,
Para a abrupta e receosa mudança,
Que chegará algum dia...
de Dina Reis, 12/09/2002
(enviado pela amiga Sandra... obrigado pelo poema fantástico)

a day at the beach by Tracy Mccallay
Muito bom o teu blog, vou visitá-lo sempre!
Aproveito para desejar um FELIZ NATAL!!
A edição deste poema tem um significado muito especial para mim.
Apesar que não ter sido escrito por mim, e de eu ser apenas uma intermediária, a sua partilha mais alargada era algo que eu estava a necessitar.
Quanto ao conteúdo, penso ser muito real. Muito verdadeiro. Em algum(ns) momento(s) da nossa vida sentimo-nos dessa forma. Agora mesmo podemos estar a sentir-nos dessa forma.
Foi, pois, também, a partilha de sensações, emoções, sentimentos, tudo, que procurei aqui trazer.
Para ti, Dina, que és a autora, um beijo do tamanho do mundo. Adoro-te!
Para ti D. Quixote, muito, muito obrigada.
:)***********
Ora... de nada... cafezinhos?
Afixado por: Nuno em dezembro 23, 2003 12:04 PMUm Feliz Natal para ti.
E mais um pensamento...
Ah, meu amor!
Não sei definir tempo!
Só sei que o tempo tem tempos.
Tempo de ontem,
Tempo de hoje,
Tempo de amanhã.
Tempo de saudade,
Tempo de coragem,
Tempo de esperança.
Há tempos que não deviam estar no tempo...
Há tempos que fogem
Como pássaros em debandada de susto...
Há tempos que fogem
Como pôr de sol em dias de chuva...
Ah, meu amor!
Eu deixei fugir tempos!...
Se eu ainda os agarrar,
Planto-os numa vastíssima tira de terra,
Com o sol ao lado da lua...
Com um grande pedaço de mar
À espera de um rio...
Então,
Farei o tempo parar.
O que não interessar,
Ficará fora deste tempo...
Achas bem amor?
Tu ficarás dentro do meu tempo construído.
Ah, meu amor!
Beijinho
o que poderei dizerque não tenha sido dito, apenas que tb gosto muito deste enorme blog, um abraço e boasfestas!
Afixado por: jotta em dezembro 23, 2003 05:25 PMNão tenho jeito para ler poesia, muito menos para a comentar. É da sinceridade da minha ignorância que sinto um grande poeta por entre os respiros destes versos. A acidez da seiva, um fio de seiva ajoujado com uma lua reflectida - um plenilúnio que se arrasta na ferocidade do rio. É assim a poesia da Dina - crua e bela.
Afixado por: André em dezembro 23, 2003 05:36 PMcarissimo nuno branco
Tb venho aqui à procura
de que
"Este sonho bom…
Que nos embala…
Esta melodia que nos envolve" continue...
Em des-encantos não quero nunca palavras só bonitas e gratuitas...pese embora todos os desencantos que vemos 'toute la journee' .
Bom e Feliz Natal...
Um Feliz Natal cheio de poesia e "chocolatinhos" doces e sorrisos sinceros, e tudo de bom.
Um beijinho de uma leitora silenciosa, mas assídua.
Obrigado amigos pela vossa presença... um santo Natal para voces tambem...
Afixado por: D Quixote em dezembro 24, 2003 10:30 AM