Esta chuva fustiga-me a cara,
Como vagas de mar bravio irado,
Quebrando em espuma a bruma da manhã
Na barra o molhe onde o barco amarra
Repara em mim o tempo não pára
Verto as lágrimas de um ser quebrado
No meu esgar de um sorriso que não há
Num triste fado a uma guitarra...
Pois as mãos frias que aqui repouso
O olhar que no horizonte deito
O meu ar contemplativo e triste
São as coisas que eu ainda ouso
O resíduo dentro do meu peito
De um amor que já não mais existe...
de João Natal
23/12/03
Se a minha boca fosse um girassol fingidor!
Se a minha voz mastigasse palavras fingidoras!
Se as minhas mãos alienassem gestos fingidores!
Se o meu corpo fosse um leito fingidor!
Se os meus passos desenhassem pombas fingidoras!
Eu encontraria no ventre do mundo,
O mais lindo beijo fingidor!
Então ...
Prefiro uma lágrima...
Se a minha boca fosse um girassol fingidor!
Se a minha voz mastigasse palavras fingidoras!
Se as minhas mãos alienassem gestos fingidores!
Se o meu corpo fosse um leito fingidor!
Se os meus passos desenhassem pombas fingidoras!
Eu encontraria no ventre do mundo,
O mais lindo beijo fingidor!
Então ...
Prefiro uma lágrima...
Se a minha boca fosse um girassol fingidor!
Se a minha voz mastigasse palavras fingidoras!
Se as minhas mãos alienassem gestos fingidores!
Se o meu corpo fosse um leito fingidor!
Se os meus passos desenhassem pombas fingidoras!
Eu encontraria no ventre do mundo,
O mais lindo beijo fingidor!
Então ...
Prefiro uma lágrima...