Ditosa razão velha companheira
De outra jovem ditosa a justiça
Que cria tão puras como a noviça
E as revejo prostitutas de primeira
Assim descompostas quais rainhas de poeira
Preferem a firmeza, à areia movediça
A nova foi trocada pela conta na Suiça
A velha leiloada por retalho numa feira
Eu, armado de cavaleiro andante
A defender tais damas de um chulo pedante
Que as prostitui e por cima lhes bate
Pobre cavaleiro não tem mais do que pose
Que a razão morreu já de overdose
E a justiça barricou-se numa boîte.
de João da Silva
(enviado pelo próprio... obrigado João pelos sonetos, irei servi-los por aqui, quentinhos com o café)
Publicado por D_Quixote em janeiro 9, 2004 08:01 PMPosso trocar o café por um Capuccino??!
Afixado por: Gotinha em janeiro 9, 2004 10:14 PMCafé servido com um óptimo cheirinho, parabéns
ao autor.
Claro... saia-se um capuccino para a mesa da Gotinha...
Angel... foi o que se arranjou... há sempre espaço para melhorar...
Congeminações... benvindo... é sempre muito agradavel ver caras novas por estas mesas... café curto ou cheio?
Afixado por: D Quixote em janeiro 10, 2004 05:51 PMEste soneto tem orquestra, qualidade extra.
Afixado por: borges em janeiro 11, 2004 03:45 PM