A dama cega finou-se no despacho
Exarado em folhas numerosas
E não servindo às almas sequiosas
Tornou-se, da finança, um capacho
Pudera haver vida além do tacho
E o mundo todo serem rosas
Como as que em refinadas prosas
Extinguem à verdade o ardente tacho
Mesmo a verdade ( a existir ) é bem mais dura
Que a justiça vai formosa e não segura
Irá cega, mas de luzes da ribalta
A cegueira já só é astigmatismo
A balança não passou em eufemismo
E a espada de tão romba não faz falta
de João da Silva
(mais um soneto fabuloso enviado por este cliente novo...)
Publicado por D_Quixote em janeiro 10, 2004 06:07 PM...foi bom ter a voz da Maria Betânia a fazer-me esquecer que eram 15º no Porto - ou que estavam não sei quantas horas...
"é bom esquecer você...": poetas para quÊ?
para que os possa vir ler a um café ameno e inspirador.
e quase ganhei coragem para enviar um dos textos que escrevi sentado a uma mesa [a do canto perto da janela com gaivotas em fundo]... quase, nem que fosse anonimamente...
:-D
Muito bom!
Afixado por: AComadre em janeiro 11, 2004 03:13 PMNuno, para mim é um café à Sporting... Quero ficar mais um pouco e pôr a escrita em dia.
Afixado por: Bichinho-de-Conta em janeiro 11, 2004 10:50 PMEstou sentado a tomar uma caneca grande de café (daquele que se faz em cafeteira de ferro) e a escrever... sabe-me bem vir aqui espreitar e ver tão boa companhia nestas mesas...
Afixado por: Nuno Branco em janeiro 12, 2004 12:02 AM