Quando tinhas a chama a tua vida era olímpica,
a plateia celular do teu sangue puxava por ti
o teu olhar deslocava o dardo, a alma atingia o seu recorde.
Quando soava o tiro de partida já havias cortado a meta, sabias-te lá!
Eras um atleta no expoente máximo da sua forma.
O pódio sujeito às vozes apoiantes antecipara o teu nome,
o mais alto de todos eras tu
o campeão e o seu sorriso de mármore!
Quando o estádio se despiu de gente e perguntaste as horas ao outro classificado,
este ofereceu-te a sua medalha de bronze e afastou-se pela relva...
Ainda hoje, há na tua lembrança, três miúdos à beira de um pequeno rio construindo uma ponte, perguntas-te qual deles eras tu?
- A ponte ainda lá está.
de Miguel Patrício
(com a qualidade a que nos habituou)
Publicado por D_Quixote em janeiro 13, 2004 11:33 PM