Que homem é este que não se compadece
Com o mendigo a quem atira a esmola
E é magra a migalha da gorda sacola
Que ao corpo nutre e o espírito emagrece
É menos homem do que parece,
Tal o fogo do consumo que o imola
Que todo o ouro do mundo o não consola
E ao seu toque, o que é belo apodrece
E vai ao culto desfiar hossanas
Com a cabeça turva de imagens profanas
De querubins e anjos em orgias
Não é obra-prima mor da criação
Este monstro vazio de paixão
Não foi Deus que criou tais porcarias
de João da Silva

Reallyn it is my life by Qasem Shukran
(este é o último dos sonetos enviados pelo João da Silva, todos foram fantásticos, mas este é o meu preferido... João, obrigado pelo teu enriquecedor contributo, espero poder ter a honra de continuar a afixar poesia tua por estes lados...)
"Não é obra-prima mor da criação
Este monstro vazio de paixão
Não foi Deus que criou tais porcarias"
Tão cru, tão verdade...
*clap clap clap*
Afixado por: sara em janeiro 14, 2004 10:00 AMGosto.:)
Afixado por: Cat S em janeiro 14, 2004 10:49 AMGostei muito do site, muita coisa linda.
Gostei muito deste poema, também.
Vou voltar.
João, adorei a tua poesia que aqui foi afixada... não pares nunca de escrever, pois tens um dom... um grande beijinho...
Não percebo nada de poesia, mas gosto!
Não percebo nada da vida, mas sei que não quero ser um destes insapiens!
Continua João!
COntinua Nuno!
Obrigado amigos pelo apreço a este soneto... esperemos que o João nos mande mais...
Marta... serás sempre benvinda... as caras novas são agradaveis de ver por aqui!
Afixado por: D_Quixote em janeiro 15, 2004 02:50 PM