Mulher mistério dona desta lua
teu cabelo é manto que cobre as estrelas,
teu sorriso vento que leva as folhas,
cheiro perfume dos campos lilás.
Voas de vassoura por cima da rua,
na Senhora da Pedra acendes velas
debaixo da chuva onde não te molhas,
debaixo da bruma destas manhãs.
Sentas-te nas ondas do mar irado,
ouves segredos que ele tem a contar;
tu sabes o dia que amanha vai ser.
Mulher feitiço, de rosto fechado
Tu que és filha da areia, sereia do mar
diz-me se feliz algum dia vou ser!
de João Natal
03/02/2004

foto da capela da Senhora da Pedra em Miramar
(este já era um local de culto pagão muito antes de existir o culto cristão actual, é um local imponente, místico, cheio de força, de energia... basta uma visita lá para se perceber a razão de tanto culto à sua volta... é, um local muito associado à pratica de bruxarias e coisas afins... o cenário ideal para este poema... não acham?)
Publicado por D_Quixote em fevereiro 4, 2004 12:31 AMConheço o sítio em questão e é, de facto, dotado de um magnetismo inexplicável...
Afixado por: candy_candy em fevereiro 4, 2004 10:51 AMCompletamente... :)
Afixado por: Morgatha em fevereiro 4, 2004 11:30 AMConheço perfeitamente. Como Wiccan que sou acho esse local de culto, muuuuito interessante! lol
Afixado por: Roxy em fevereiro 4, 2004 02:37 PMMulher Feiticeira...
Não conheço o local, mas parece-me adequado ao poema... as mulheres, são de facto donas de um 6º sentdio, algo que as torna especiais, que lhes dá um poder "especial" e uma capacidade de o exercer sobre nós :-) Se são feiticieiras, bruxas e afins... não sei, mas faz parte do encanto e prefiro pensar que conseguem fazer magia...
O poema fez-me lembrar outro, Feiticeira, cantado pelo Represas.
"De que noite demorada
Ou de que breve manhã
Vieste tu, feiticeira
De nuvens deslumbrada
De que sonho feito mar
Ou de que mar não sonhado
Vieste tu, feiticeira
Aninhar-te ao meu lado
De que fogo renascido
Ou de que lume apagado
Vieste tu, feiticeira
Segredar-me ao ouvido
De que fontes de que águas
De que chão de que horizonte
De que neves de que fráguas
De que sedes de que montes
De que norte de que lida
De que deserto de morte
Vieste tu feiticeira
Inundar-me de vida."
Gostei da imagem e do poema. Desculpem ter-me alongado :-)
Afixado por: jose em fevereiro 4, 2004 03:30 PMA imagem é pouco, para um poema tão belo.
Afixado por: Marta em fevereiro 4, 2004 05:27 PMTambém conheço o local porque costumava lá fazer praia; e, de facto, o poema é lindo e apropriado.
Afixado por: whiteball em fevereiro 4, 2004 10:20 PMJá me estou a imaginar iluminada por uma fogueira e com bonecos a praticar vodoo.....
Afixado por: Gotinha em fevereiro 4, 2004 11:10 PMlol
Afixado por: Roxy em fevereiro 5, 2004 12:26 AMQue local! Obrigada por mo dares a conhecer e por a ele teres colado tão lindo poema.
Afixado por: Bichinho-de-Conta em fevereiro 7, 2004 12:30 AM