Basta um segundo de silêncio;
Para mim, um minuto de tortura
Meus olhos perdem-te no vazio
Da escuridão da noite que perdura
Basta um olhar vago e cansado
Colidir com as montanhas do pensamento
Desvelam-se medos antigos
Arrastados pelas sombras do momento.
Bastam horas insones de ausência
Do teu corpo prometido
Desejos pagãos que se perderam…
…fluíram num caudal de leito proibido.
Bastava uma carícia sincera
Para me teres perto de ti.
Quem te magoou foi o teu peito
Que não se quis abraçar a mim.
Agora…bastam-me apenas
Cheiros de rosa carmim
Adormeço num sonho abraçada
Á espera que te lembres de mim.
de Ana Marta
(uma cara nova aqui no café, que se estreia da melhor maneira possivel, com um poema muito bom)

Lonesome in the night by Carl Aage Henriksen
Publicado por D_Quixote em abril 14, 2004 01:14 AMMais um nome para ter em atenção. Mais um talento que se nos mostra.
Mais um excelente contributo teu, Nuno, para nos fazeres chegar o que de bom existe por aí.
:)***
Afixado por: Sandra em abril 14, 2004 09:49 AMO valor da partilha e de quem a incentiva. Espero que continues Ana e tu também amigo sôfrego:)
Afixado por: ccc em abril 14, 2004 11:05 AMSimplesmente magnífico... palavras que denotam uma extrema sensibilidade e capacidade para ir muito além do prometido... Gostei muito... :-)
Afixado por: Teresa em abril 14, 2004 01:07 PMBem vinda!
Cc
A sensibilidade , a maneira como dispõe as palavras e as transforma dando-lhes vida...um poema lindo!
WB
Os versos de Ana Marta são plenos de sentimentos, tão sensíveis à flor da pele quanto arrancados ao coração.
Afixado por: mb em abril 14, 2004 08:09 PMSim... mais uma boa revelação... espero receber mais poemas dela :-)
Afixado por: D Quixote em abril 14, 2004 08:22 PMTamanha sensibilidade de encanto subtil e amor lembrado.
Afixado por: Ricardo em maio 25, 2004 11:56 AM