A minha mulher enganou-se e correu para mim,
com o nome do amante a sair-lhe dos lábios.
Eu não estou colectado na associação dos transportes,
mas faço-a chegar lá!
Segundo se sabe, Deus também não tem lugar sentado
e é ainda desconhecida a posição em que se encontra.
Por tudo isso, o Júlio é apenas um amigo,
que partilha comigo a minha mulher.
Nunca desconfiei,
porque achei sempre, não ter legitimidade para tanto.
Quem sou eu para segurar o ímpeto sexual da minha mulher?
Além de ganhar mais do que eu,
tem uma vida sujeita a essas frivolidades.
Afinal de contas o cabrão é só mais um gajo
que não vai à ópera!
de Miguel Patrício
(o bom filho à casa retorna, obrigado Miguel por mais um poema... confesso que já estavamos com saudades deles)

The tear of a clown by Joe Nathan
Publicado por D_Quixote em abril 19, 2004 01:07 AMEspaço bonito este, que eu vim encontrar.
... e foi através do post sobre a epilepsia...
Quem me dera poder encarar a vida com este espírito...poema bem conseguido.:)
Afixado por: melancia em abril 19, 2004 02:20 PMé bom ler poesias com sentido de humor...fez-me sorrir...
Afixado por: C.M. em abril 19, 2004 04:12 PMA poesia do Miguel continua inventiva e acutilante como sempre... é um prazer ler o que ele escreve, e ele já tem uma pequena multidão de fans confessos por estes lados...
Afixado por: D_Quixote em abril 19, 2004 09:53 PMPois é Michael Patrick.....:) Também já me perguntava qnd é q voltavas a aparecer.......ainda bem! Foi uma surpresa!beijinhos 'emiliescos'
Afixado por: ana teresa em abril 26, 2004 02:43 AMBom poema,muito bom. Gostava de o trancrever no site da minha editora, onde tenho um caderno de poesia on-line. Diz qualquer coisa.
Afixado por: Joao em abril 28, 2004 05:36 PMVim aqui. Gostei. Mas estou desapontada...tantos dias e sem que ninguém comente..talvez por isso o Miguel não deixou aqui mais nenhum poema. Foi, Miguel? Por favor, deixa mais poemas...
Obrigada.