abril 30, 2004

Almoço Só

Almoçava só e só escrevia poesia
de caneta na mão e olhar no nada,
cadernos com caligrafia riscada
na curta mesa de confeitaria.

Aquilo que eu ia escrever não sabia
ia improvisando de forma ritmada
era até a poesia ficar acabada
ou chegar a refeição que pedia.

Nos meus tempos felizes da Boavista,
nos breves intervalos de almoço,
na minha solidão que pretendia,

eu escrevia poesia como um cronista
contando e descrevendo em alvoroço
aquilo tudo que eu por ti sentia.

de João Natal
16/04/2004

(mais um soneto meu, que também podem encontrar na areia fina onde o meu mar revolto descansa)

Through words by Rus Alexandru

Publicado por D_Quixote em abril 30, 2004 01:27 AM
Comentários

Já o tinha lido na areia fina:) vim beber o meu café matinal com poesia e sento-me à mesma mesa. Vai um café? Com esta poesia claro

Afixado por: Ana em abril 30, 2004 08:32 AM

Claro... enquanto é bem cedo e não chegam mais clientes, vou-me sentar um bocadinho à mesa contigo... o café é simples?

Afixado por: D_Quixote em abril 30, 2004 08:36 AM

É sempre um prazer para mim afixar a magnífica poesia de João Natal... ;-)

Afixado por: Teresa em abril 30, 2004 09:58 AM

blogólatra? hm.

Afixado por: Joana em abril 30, 2004 12:30 PM

Lindo...
Abraço, WB

Afixado por: whiteball em abril 30, 2004 05:43 PM

O blog é maravilhoso!
Vale muito atravessar o oceano para passear por aqui. Voltarei...

Afixado por: Alma em maio 1, 2004 10:19 PM

olá. cheio, por favor. gosto de fazer riscos qdo estou sozinho. deixo-o sempre arrefecer. fico na paz da minha solidão. hummm estava optimo. obrigado pela companhia.

Afixado por: TCA em maio 2, 2004 12:53 AM