Arrastado em alta vaga em pensamento
contorno do teu corpo a aresta líquida
subo ao perfil mais alto e na subida
de ti arranco a fome e o alimento
Mas quero mais eu quero o tormento
das folhas verdes em ti humedecidas
borboletas em teu colo rosas lívidas
constelações pedrinhas em que aumento
O fogo vertigem o sobressalto do rio
o canto de assombro no sangue que corre
como quem nuvem nasce de repente
E já não se teme o fim o sono frio
porque quem ama assim, amor, não morre
Quem ama assim vive eternamente
de Rui Costa
(que mais dizer Rui da tua poesia que já não tenha dito?... sublime...)

Nooning by sideb2004/SideB
Publicado por D_Quixote em maio 27, 2004 12:47 AMSurpreendida com esta influência clássica, Rui. :-) que soubeste conjugar com a capacidade criativa. Um bjo.
Afixado por: sibylla em maio 27, 2004 10:45 AMLindo texto, linda imagem...não me atrevo a dizer mais nada. abraço, WB
Afixado por: whiteball em maio 27, 2004 12:06 PMDe facto é bom saber que o soneto enquanto expressão poetica ainda é apreciado e usado. Eu adoro sonetos.
Afixado por: D_Quixote em junho 1, 2004 09:38 AM