maio 30, 2004

Percursos Temporais

Depois do aparatoso acidente
apareces como se nada tivesse passado
na ânsia de um toque meu
Impávido, belo e quedo

Nada dizes
o silêncio consume ecos cristalizados
A dor sorvida e sangrenta escorre-se pelo chão
tal qual lágrimas outrora desperdiçadas

Mais uma vez
A mágoa de Vida* cruzou-nos
e sem perdão,
o Tempo (ainda) crú afastou-nos

de Filipa Paramés

(mais um poema lindo em português Filipa... gosto desta nova fase)

I don't want to be alone. by Birute Zygmantaite

Publicado por D_Quixote em maio 30, 2004 12:24 PM
Comentários

Eu também gostei muito...É tão livre...

Afixado por: Jackelyne em maio 30, 2004 07:47 PM

Obrigada Jack e Nuno por teres criado este canto tão especial e simpatico que dá asas a devaneios surreais como este poema.

A ver vamos o que surge mais ;)

mil beijos*
fil.

Afixado por: mysticat em maio 30, 2004 08:49 PM

gostei deste poema e da imagem,ambos com muita força.

Afixado por: Alex em maio 30, 2004 09:18 PM

E a dor permanece...dói...cada vez mais! Abraço, WB

Afixado por: whiteball em maio 30, 2004 10:11 PM

Este Café está cada vez mais interessante, dando valor aos novoa valores. Um abraço.

Afixado por: valeria em maio 31, 2004 07:06 AM

o teu café que é excelente...vim pelo Abstrato...
Voltarei :) beijinho

Afixado por: Lisa em maio 31, 2004 11:40 PM

A Filipa tem uma sensibilidade fora de comum. Para mim, os poemas delas estão repletos de luz.

Afixado por: D_Quixote em junho 1, 2004 09:41 AM