é uma vertigem
a janela de sol
os teus olhos acendem
quando me chamas para a refeição
e o meu corpo à tardinha planta
a água fresca de uma chuva nova
o sabor do pão tem o teu sorriso
e fujo para a mulembeira a onde
trabalho o visco no piar dos pássaros
também as asas que me agarram vão
presas no teu vestido
onde seguro o aroma lábil na
fragilidade da luz
de José Félix
(inédito)08.07.2004

Simplesmente belo!
Afixado por: Agostinho em agosto 1, 2004 03:53 AMUm belo poema. E uma optima escolha de musica Gary Jules. Beijokas****
Afixado por: Monica em agosto 1, 2004 01:46 PMAssombroso post, D. Quixote (que toda a gente sabe que é o Nuno)! Seria quase impossível obter um texto que pudese emparelhar com esta(s) imagem(n).
Com imagens assim, nem há erotismo: apenas dois olhos espantados.