Olho para o teu corpo nu adormecido ao meu lado,
e sinto o vazio.
O vazio dos beijos que não se deram, das carícias que não se trocaram.
Tenho vontade de me encostar, e de ficar abraçada toda a noite.
Os meus seios a roçarem levemente em ti, e
talvez esse embalo faça com que o sono me visite.
Olho mais uma vez, estás tão desprotegido em toda a tua nudez e
abraço-te com mais força.
O calor do meu corpo nu junto ao teu faz com que acordes,
e a nossa fogueira começa ali .
Agarras-me com força e tudo em nós se mistura, as pernas,
os braços, as línguas, os meus seios nas tuas mãos, tu em mim.
É volúpia e dor. A chama que já foi desenfreada diminui aos poucos o ritmo,
até que se apaga por completo.
Sem olhares para mim, sais da cama e vais para a sala.
O prazer já não é o bastante, não temos mais nada para dar um ao outro.
Sem que me vejas espreito-te, ali estás sozinho e desprotegido novamente,
e aquele olhar que antes era de paixão agora só guarda o vazio.
de Rita Baptista

untitled by Jerry (foto enviada pela própria Rita que é uma estreia em grande aqui no Poetry Café)
Gostei muito deste poema da Rita, ela revela uma grande sensibilidade.
Parabéns pelo blog.
Achamos este blog muito interessante. Parabéns
Escreves muito bem.
Visita o nosso Blog, esperamos que gostes.
tmbm gostei mto deste poema da Rita :)
Afixado por: Sandra-Becksfan em agosto 14, 2004 10:36 AMEsta Rita promete... promete... espero que mande mais poesia, pois gostei muito da estreia...
Cafezinho para estas mesas?
Adorei seu poema Rita, já virei sua admiradora. Grande sensibilidade e força de descrição.
Afixado por: Roseli em agosto 20, 2004 09:01 PM