as minhas mãos gretadas são
testemunhas do frio. e toco-te
na face como sonhando o
impossível. transformo-me
testemunhando a injustiça de
ser. infiltro-me no teu olhar,
na complacência suave de
um vaso que recebe
um punhado de vazio. o que
nascerá do nada? o que
florescerá de mim? a sucessão
que sugere a sobreposição de
espaços, as rugas na tua face,
os fantasmas de delírio e as
minhas mãos gretadas, as
testemunhas do frio.
de Bruno Amaral
(um bom regresso da tua poesia a este espaço amigo!)

Fragile by Abdul Kadir Audah
Publicado por D_Quixote em novembro 5, 2004 12:49 AMsentir e mais nada...o nada e o self, lado a lado, a semente e o fruto no intervalo de tempo das tuas mãos expostas ás intempéries. Gosto porque sim.
Afixado por: nina em janeiro 12, 2005 02:49 PM