Na casa velha, as paredes de cal
Onde é guardada a história da família,
Presunto fumado cheio de sal,
As manhãs de Inverno com chá de tília.
O lar que envelhece apartar o mal
Esquece guardando toda a quezília,
Juntam-se todos só em funeral
Choram copiosamente na vigília.
Naquela casa de campo eu cresci;
No meio do milho e meio da vinha,
Brincando na seara e na desfolhada
E não me esqueço hoje que cresci
Esta bonita história que é a minha
Da casa d'Avó p'ra sempre lembrada!
João Natal
11/10/2004
Já previamente aqui...

Pensamentos de António Dimas
Sempre tão mágico ler-te..
beijos grandas pá ti!
É sempre um grande prazer para mim editar poemas teus. O teu talento faz destas coisas... ;-) Beijinho doce.
Afixado por: Teresa em dezembro 1, 2004 01:45 PMFabulosa esta visita a casa d'avó! Recordei outros tempos longínquos mas agora aqui tão perto!... Até a avózimha da foto ajudou bastante... aquele carapitinho e o olhar fixo no tempo que passa! Parabéns João Natal Parabéns António Dimas!!!
Afixado por: conchazul em dezembro 1, 2004 09:57 PMObrigado por gostarem da minha poesia... vocês são o que me dá alento para continuar a escreve-la
Afixado por: D_Quixote em dezembro 11, 2004 06:36 PMTão importante, e tão pouco cantada!
Afixado por: Stingray em dezembro 18, 2004 12:15 PMpois, antonio dimas, d. quixote ou cadeira, que importa um nome se os contornos que trazes em ti são feitos de sensibilidade e tão cheios de vida?... tens bem mais que um nome, tens uma identidade onde o nome diz tão pouco!...geograficamente és um universo...a tua avó, as memórias que tens dela foram adoptadas, se calhar por tantos que somos e porventura, quantas paredes de cal haverá a encerrar segredos e histórias de familia onde o calor de um olhar faz adivinhar vidas e as rugas vincadas sorrisos de meninice? D. quixote? Seja.
Afixado por: Nina em janeiro 10, 2005 10:05 PM