Meu coração continua batendo fraco
Como se um compasso de um segundo
Durasse quase uma longa eternidade
Lágrimas despejadas
Memórias de historias não contadas
A esperança de uma nova vitória
Arde vivida nessa lúgrube alma
Paciência é quase loucura
Para quem não consegue respirar
Esperar é como gritar sim a insanidade
Para quem a tempos desaprendeu o que é viver
Sentada na estrada de pedras antigas
Minhas asas já cansaram de tentar se reerguer
No agora fraquejam sujas de tanto serem arrastadas
Olhando para o nada
Vendo o tempo passar
Esperando por ajuda
Sem nem voa para gritar...ou implorar
Viver é utopia
Para quem não consegue acordar
Voar é um sonho triste de uma noite mal dormida
Para quem não consegue sequer levantar
As horas passam e o tempo caminha lentamente
A vida rasteja e eu espero por cura pacientemente
Até quando?... onde será que tu estas?
de Marta Silva
(o regresso da poesia tão linda da Marta...)

Angelic by Tamara Loncar-Agoli
Não me sinto grandemente capaz de neste momento dizer alguma coisa daquelas assim, bonitas, cheias de moral; acredite, Marta, que o facto de me apetecer imenso colocar aqui um comentário é porque gostei muito daquilo que li neste poema. Quero continuar a ler coisas dessas.
Afixado por: Paulo Fogg em janeiro 14, 2005 09:52 AMPenso que isto é só um segundo em momentos da tua vida...desaprender de viver é ir mais longe, em busca de um novo motivo para voar e não sentar e ficar á espera do passado...essa paciência que se esgote...essas asas possam partir.
Opere-se a metamorfose necessária...sim?
A música está divina.
A poesia da Marta é como a fotografia que escolhi... tem asas lindas para fazer do céu o unico limite da sua sensibilidade...
Afixado por: D Quixote em janeiro 16, 2005 11:34 PM