janeiro 14, 2005

Na Beira da Estrada....

Meu coração continua batendo fraco
Como se um compasso de um segundo
Durasse quase uma longa eternidade

Lágrimas despejadas
Memórias de historias não contadas

A esperança de uma nova vitória
Arde vivida nessa lúgrube alma

Paciência é quase loucura
Para quem não consegue respirar
Esperar é como gritar sim a insanidade
Para quem a tempos desaprendeu o que é viver

Sentada na estrada de pedras antigas
Minhas asas já cansaram de tentar se reerguer
No agora fraquejam sujas de tanto serem arrastadas

Olhando para o nada
Vendo o tempo passar

Esperando por ajuda
Sem nem voa para gritar...ou implorar

Viver é utopia
Para quem não consegue acordar
Voar é um sonho triste de uma noite mal dormida
Para quem não consegue sequer levantar

As horas passam e o tempo caminha lentamente
A vida rasteja e eu espero por cura pacientemente
Até quando?... onde será que tu estas?


de Marta Silva
(o regresso da poesia tão linda da Marta...)

Angelic by Tamara Loncar-Agoli

Publicado por D_Quixote em janeiro 14, 2005 12:55 AM
Comentários

Não me sinto grandemente capaz de neste momento dizer alguma coisa daquelas assim, bonitas, cheias de moral; acredite, Marta, que o facto de me apetecer imenso colocar aqui um comentário é porque gostei muito daquilo que li neste poema. Quero continuar a ler coisas dessas.

Afixado por: Paulo Fogg em janeiro 14, 2005 09:52 AM

Penso que isto é só um segundo em momentos da tua vida...desaprender de viver é ir mais longe, em busca de um novo motivo para voar e não sentar e ficar á espera do passado...essa paciência que se esgote...essas asas possam partir.
Opere-se a metamorfose necessária...sim?
A música está divina.

Afixado por: nina em janeiro 15, 2005 12:45 PM

A poesia da Marta é como a fotografia que escolhi... tem asas lindas para fazer do céu o unico limite da sua sensibilidade...

Afixado por: D Quixote em janeiro 16, 2005 11:34 PM