De repente descobri
A cidade cheia de vida
Os carros, as pessoas, as máquinas…
Descobri o que as faz andar, descobri como funcionam,
Sentei-me no carro parado a olhar o mundo
O rapaz feio de mão dada com a menina bonita
As amigas velhinhas a descerem a rua da conversa em dia
O puto rufia com a bola debaixo do braço a correr para os amigos
A dona de casa atrasada com o saco das compras
O executivo apressado olhando o relógio para não chegar tarde à namorada
O mundo todo funciona a amor
Não é o dinheiro, não é a fama, não é nada que brilhe nos bolsos de um homem
Não é ódio, nem a avareza humana, nem os troféus na sala de caça.
É o amor… ele faz tudo funcionar
Ele faz o mundo andar à roda
E as pessoas andarem à roda do mundo
Ele faz um olhar acender como uma árvore de Natal em Dezembro
Faz a distancia parecer pouca e o sofrimento valer a pena
É o amor…
A moeda nas mãos da criança em pleno shopping
Que o faz voar nas costas da abelha Maia…
E o sonho de que um dia, não tenhamos que crescer
Agarrados com a mão cheia ao dedo indicador do nosso pai
É o amor…
Sabias?...
E foi assim que reparei o quanto te amava…
de João Natal

enlightened by Art Lastowski
Publicado por D_Quixote em janeiro 18, 2005 12:11 AMQuem tira um tempo desses (no carro sentado a olhar o mundo) merece o nirvana...
e o amor é o motor do nosso tempo, mas pudessem os homens anónimos que passam de ambições em riste parar e olhar o puto rufia e a velhinha, também eles lá chegariam, ao amor...lindo joão natal.
:))
Afixado por: Ardente_Mente em janeiro 18, 2005 12:13 PMna verdade o amor se não faz mexer o mundo dá sentido ao mundo. alguem dizia que não é o rio que está poluido, somos nós que temos os olhos poluidos. essa capacidade de bem escrever e de amar, mesmo que esse amor seja inspirado numa certa infelicidade de vida. agora andam todos a passar o fim de semana nos hipermercados, ninguem vai ás praias, pouco se está com a natureza. mas ainda bem que tu a amas e que o amor está em toda a parte.
Afixado por: lobo em janeiro 18, 2005 01:51 PMEspectáculo de iamgem!
Pois, vê-se tão bem o amor.
Felizes os Poetas!
Afixado por: náufrago em janeiro 18, 2005 02:01 PMBelíssimas palavras, João Natal, de uma simplicidade e ao mesmo tempo com tanta força, sugerindo-me aquela leve melancolia como que preguiçosa mas serena... e a foto, como o náufrago também e tão bem salientou, é magnífica.
Afinal parece ser 'tudo' tão fácil, não é?...
Abraço.
Impecável. João, você está cada vez melhor!! Parabéns Amigo!!
Um Abraço do seu Amigo daqui do Brasil!
Olá!
Faz tanto tempo que não te visitava...
Gostei muito da imagem poética da criança na Abelha Maia.
jinhos :)
Afixado por: melancia em janeiro 21, 2005 04:27 PM