Tenho sofrido neste deserto
A sede aumenta a cada segundo que... passou
Loucura parece querer ser companheira
E a vontade de chorar, cansou.
Tenho os pés marcados
O suor é abundante aqui
Como chamar isto de vida?
Estou quase a desistir
Este vazio ensolarado
Um universo de dor
Meu sonho de voar foi adiado
Tudo é preto e branco, sem cor.
Deserto é choro constante
De um ébrio, desacordado rancor.
Sorriso é fantasia desvairada
É melancolia, labor.
Sonhar é poetizar fantasia
Vazio, utopia.
Desistir é chamar a morte de companhia
Enterrar lembranças e chorar sem melodia.
Viver é passo de dor
Ou precipício de folia?
Dizer não, esperteza
Ou sentença de agonia?
Chorar é consequência
ou apenas uma diversão?
Tristeza é duvidar do
Que está em sua direção.
de Marta Silva
(é bom ter a tua poesia de volta aqui Marta... é bom ver o tão bem que se escreve por gente tão nova nesse lado do Atlantico)

Lucifer the fallen star by Natalie Shau
Lindo o teu poema, Marta....
palavras não tenho, apenas um beijo de parabéns.
olha marta não vou comentar em termos poeticos o teu texto, mas nas entrelinhas parece-me uma carta suicida, eu muitas vezes me senti com ontade de desestir mas isto é um eco sistema quando tiramos uma pedra do caminho lá se vai o equilibrio todo e tu porque sentes porque vives porque tens consciencia és uma pedra preciosa um beijo
Parabéns...
Conseguiste passar para palavras boa parte daquilo que sinto.
Tocou aqui.... no coração.
Entre vi e gostei muito deste espaço,
poetizar é preciso. Voltarei! Quando
puder passe no meu canto.