fevereiro 11, 2005

Sequidão

Tenho sofrido neste deserto
A sede aumenta a cada segundo que... passou
Loucura parece querer ser companheira
E a vontade de chorar, cansou.

Tenho os pés marcados
O suor é abundante aqui
Como chamar isto de vida?
Estou quase a desistir

Este vazio ensolarado
Um universo de dor
Meu sonho de voar foi adiado
Tudo é preto e branco, sem cor.

Deserto é choro constante
De um ébrio, desacordado rancor.
Sorriso é fantasia desvairada
É melancolia, labor.

Sonhar é poetizar fantasia
Vazio, utopia.
Desistir é chamar a morte de companhia
Enterrar lembranças e chorar sem melodia.

Viver é passo de dor
Ou precipício de folia?
Dizer não, esperteza
Ou sentença de agonia?

Chorar é consequência
ou apenas uma diversão?
Tristeza é duvidar do
Que está em sua direção.


de Marta Silva

(é bom ter a tua poesia de volta aqui Marta... é bom ver o tão bem que se escreve por gente tão nova nesse lado do Atlantico)

Lucifer the fallen star by Natalie Shau

Publicado por D_Quixote em fevereiro 11, 2005 12:24 AM
Comentários

Lindo o teu poema, Marta....
palavras não tenho, apenas um beijo de parabéns.

Afixado por: Maria Clarinda Galante em fevereiro 11, 2005 08:37 AM

olha marta não vou comentar em termos poeticos o teu texto, mas nas entrelinhas parece-me uma carta suicida, eu muitas vezes me senti com ontade de desestir mas isto é um eco sistema quando tiramos uma pedra do caminho lá se vai o equilibrio todo e tu porque sentes porque vives porque tens consciencia és uma pedra preciosa um beijo

Afixado por: lobo em fevereiro 12, 2005 10:55 AM

Parabéns...
Conseguiste passar para palavras boa parte daquilo que sinto.
Tocou aqui.... no coração.

Afixado por: Nuno F. Duarte em fevereiro 13, 2005 12:54 AM

Entre vi e gostei muito deste espaço,
poetizar é preciso. Voltarei! Quando
puder passe no meu canto.

Afixado por: O Cavaleiro em fevereiro 13, 2005 01:43 AM