fevereiro 26, 2005

Cântico em louvor da Pátria

Eu sou esse rectângulo desconforme
De antepassados gloriosos e raros
De feitos universais por ora escassos
De uma escuta taciturna e intrincada
Reclamar mérito?
Para quê? [enfadado?]
E quanto choro por tais tristes fados!

Eu sou esse último descrente
Desgraçado e arreliado?
Oh, não! [estarrecido?]
Útil glorioso e desmaiado,
De mil levantes nos antebraços tatuados
[Amores vários?]
pois eu sou imenso...
e para além? o infinito!

Eu sou aquele descontraído e secular
Errante reflexivo e apto a conquistar
E se solitário entre a gente
Sou e não sou!
Lesto guardo a velha semente.
De fora espreitando o dentro do mundo,
Sorrindo tola, alegre e desagradado
e nos acasos de mais um Solstício de Verão,
desconcertando o mundo [atormentado?]
pelos pontos cardeais, o seu bordão!


de Nancy Brown

(o regresso da nossa amiga Nancy que prometo-vos que brilhará como sempre nos próximos tempos... pois ontem chegou-me um e-mail cheio de poesia linda... vão ver!)

untitled by Luis P.

Publicado por D_Quixote em fevereiro 26, 2005 03:30 PM
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