O champanhe quente
Contrasta com a frieza do meu coração;
Façamos então um brinde
À mulher que fui,
Aquela que tu generosamente destruíste.
Discurso?
Pedes-me para discursar
Quando as palavras se romperam
Por entre os estilhaços
Do teu olhar de vidro que se quebrou;
O sentimento foi arrastado
Pelos algozes da desilusão
E permanece no degredo.
Deixa-o estar...
Não me peças para assumir
A qualidade de ser humano
Quando tudo o que te dei
Foi a minha humanidade...
Não digas nada, cala-te!
Prezo o silêncio agora
Mais do que nunca;
Nele encontrei um amigo
Para toda uma vida sem ti...
De Teresa Sousa

my suffer from delusion by Natalie Shau
Publicado por D_Quixote em março 1, 2005 12:12 PMTeresa,
adorei este brinde ao passado; penso que sei o que sentiste qdo escreveste o poema...
Deduzo que o champanhe tenha a ver com o tempo de espera de uma relação gasta, ou, no mínimo, com a temperatura do ar, qdo se esgotam as palavras e o silêncio fala por nós e, acontece uma perda. Um bem haja.
Tenho lido alguma da tua poesia tanto aqui como no zen e devo dizer-te que as tuas palavras tocam profundamente. É perceptível a grande profundidade e sensibilidade com que escreves. Continua. Beijo.
Afixado por: nãosabesquemsou em março 1, 2005 05:15 PMPorque será que não consigo deixar de pensar que este é um belo poema de amor?
Um beijinho, Teresa. O Nuno não se zangará e a sua escrita merece-o.
Belo poema e fotografia condizente, digo eu, que sou pirata.
Afixado por: Espectro #999 em março 1, 2005 07:24 PMteresa...vc tem um dom incrivel.
amo seus poemas.
Que triste e tanto amor nas suas palavras...
Que se faça então silêncio nesse som sábio que é a vida!
Gostei mto...
Que triste mesmo. Não me parece um poema de amor, mas sim de mágoa, de desistência. Mas muito sentido e com a sua beleza.
Afixado por: Adartha em março 2, 2005 09:22 PMQue triste mesmo. Não me parece um poema de amor, mas sim de mágoa, de desistência. Mas muito sentido e com a sua beleza.
Afixado por: Adartha em março 2, 2005 09:22 PMTeresa...
Bem... por momentos tive de ir confirmar a autoria do texto e ver se não seria "alguém" a tentar mandar-me um recado a mim!!!
Está muito bom!
Sabes o que é... quando lês algo e parece que te é dirigido?
Ultimamente anda a acontecer-me muito isso...
Parabéns!
Afixado por: Nuno F. Duarte em março 3, 2005 12:06 PMNina, de facto, a expressão "champanhe quente" está intimamente relacionada com 'um tempo de espera' que se tornou doloroso para duas pessoas com diferentes versões...
nãoseiquemés, só me posso sentir lisonjeada com as tuas palavras...
Paulo, este é de longe um poema de amor; trata-se antes de um poema onde sentimentos como a desilusão e a "ira" (entendida no bem sentido) reinam...
Espectro, obrigada na parte que me toca... ;-)
ladyHeaven, por falar em poemas, sou fã dos teus...
UmEco, mais do que tristeza em minhas palavras, há uma grande revolta que agora entendo não ter razão de ser, porque a vida é assim mesmo feita de ilusões e desilusões; cabe-nos a nós saber ultrapassar com muita dignidade momentos menos bons e, acima de tudo, nunca perder a esperança...
Adartha, na vida há que saber desistir quando a "causa por que lutamos" não vale a pena...
Nuno, percebo o que escreves. Será que se este recado te fosse dirigido teria razão de ser, teria razão de existir? Pensa nisso e, se for caso disso, opera em ti as "mudanças
necessárias". Afinal, tudo é uma questão de consciência...
Beijinhos e obrigada pelas vossas palavras :-)))
P.S - Paulo, com toda a certeza de que o Nuno não se zangará... ;-)
Afixado por: Teresa em março 3, 2005 06:26 PMTeresa
Este teu poema está simplesmente divinal!
Parabéns!
Eu não te dizia que toda a gente adora a tua poesia?... jinho!
Afixado por: D Quixote em março 11, 2005 12:23 AM