Decidi procurar-te, reencontrar-te de novo, aqui, neste mundo de papel virtual onde construímos aquilo que somos..porque acredito que existe uma só
Est(r)ela para cada um de nós que nos conduz ao Amor.
Quantas vezes dei comigo a querer estar contigo.
Hoje continuo a querer muito.
Mas depois de tudo, depois do que se disse, da forma como sentiste..o receio veio ao de cima... saltou de dentro do baú, escondido, onde o tinha bem fechado.
E o "castelo encantado"..deixou de o ser. De repente. Numa velocidade alucinante de palavras, percebi tudo o que disseste. Entendi. Assimilei.
E hoje ao acordar senti as portas do castelo fecharem.
Ontem à noite imprimi tudo o que escrevemos... sentei-me na cama... espalhei as tuas palavras... as tuas fotografias e sonhei contigo...
Transportei-me aos momentos de amor... aos encontros de amor, à cumplicidade que temos, ao carinho... à paixão...
Revi abraços, suspiros, beijos, olhares cumplices, mãos dadas.
Peguei no carro e vi-me junto ao mar contigo
Um pôr do sol na praia.
Um beijo de amor como nunca tinha dado, nem sentido...
Uma caminhada junto ao mar.
Os teus pés descalços.
Uma dança.
Escrever-te na areia molhada o quanto te amo..
Mil sorrisos transformado num único sorriso jamais captado por uma foto.
Mil fotos.
Noites magicas, estreladas...
Noites de luar..de abraços apertados...
De silencios... que diziam tudo...
De um encontro... de uma primeira vez que gaguejei e fiquei sem jeito...
De uma banheira de espuma...
Do teu cheiro.
Do teu sorriso.
Do teu olhar... antigo...
De um salmão esturricado...
Uma vela acesa à pressa.
De um gelado a dois.
Uma cama grande.
Quente.
De amor.
De nunca me ter sentido assim...
De cantar para ti.
De te fazer corar... e rir...
De um cantinho no chão.
Numa sala.
De tudo.
De tudo!
Um aperto no coração...
Outro...
Vou chorar outra vez.
Não quero.
Mas choro.
Porque me fazes feliz..milhões de borboletas...
Ainda hoje não sei porque te perdi...
Porque te amava? Porque me amavas?
Não quero acreditar que perdemos isso...
Ainda hoje não consigo ouvir Diana Krall sem me lembrar de ti...
Das noites que vivemos juntos...
De tudo.
Sei, como quem me ama sabe, que nem todos sentem borboletas na barriga... e tu sentias comigo.
Hoje acordei com a sensação de que, de tanto não te querer desiludir... acabei por faze-lo.
No final de tudo, queria poder pedir-te que me aceitasses, que gostasses de mim na mesma, mesmo não tendo eu as asas de dragão, ainda que as tenha na alma...
Fica a sensação que conheci apenas uma pequena parte de tudo aquilo que tu és, do teu verdadeiro Amor.
E o mundo das emoções, está fechado num paraíso inventado onde, sempre que espreito, vejo um homem /dragão sentado numa escada de papelão, sorrindo para uma princesa, com um olhar sem igual.
de Miguel Cruz
(que bela maneira de te estreares aqui... a música... tal e qual como pediste... abraço)

untitled by Lisa Grant
que acontece num encontro de poetas? encontros de poemas?
Afixado por: alexandre dale em março 8, 2005 10:21 AMEntupi...
É obrigatório continuares com essa escrita, Miguel. Se não levares a mal, deixa que te diga que senti nas tuas palavras um 'não-sei-o-quê' de Pedro Paixão (será?), escritor que muito aprecio. Essa qualidade de nos apresentares as coisas de uma maneira aparentemente simples mas que, afinal, são mais complexas do que aquilo que parecem, de conseguires colocar no papel as emoções EXACTAMENTE como as sentes, despojadas, perfeitas em ritmo, vocabulário, 'desespero', desencanto mas ao mesmo tempo ternura, bom... tiro-te o chapéu.
Afixado por: Paulo Fogg em março 8, 2005 10:55 AMAcabei de te dizer que às vezes parece que o universo me quer dizer algo...
Tenho um lado meu, que te pertence, mas com o qual não consigo viver, nem tu!
Serás sempre o meu dragão, sentado numa escada real de papelão, envolto no mistério que apenas o amor trás. Serás, sempre, o meu sonho impossível.
A tua alma, como a minha, branca e salgada...
Estela.
Afixado por: Senhora das Estrelas em março 8, 2005 02:14 PMA música é a minha música no momento. A música das minhas emoções, de um estado de espírito de perda. É como se doesse a simplicidade de saber que o que foi, por vezes não pode ser. Uma luta em nós mesmos que nos faz não poder desviar o olhar do nosso coração. Que ainda sangra, ainda dói, porque ele foi embora...e foi porque lho pedi.
Afixado por: A Gata em março 8, 2005 03:06 PMExcelente, todo o conteúdo deste post, desde as palavras à imagem, suberbo...
Saudações Nómadas...
http://nomadasperdidos.blogspot.com
Só me ocorre uma única palavra...Magnífico !!!
Afixado por: Simples Olhar em março 8, 2005 06:44 PMIndependentemente de tudo o resto... independenetemente do sofrimento associado a tão belas palavras... Que bela forma de amor!!! É bonito perceber que duas pessoas num determinado momento do tempo se podem amar tanto... Ama, Miguel... e concerteza o amor te sorrirá!
Afixado por: Catarina em março 8, 2005 07:20 PME já agora... a ideia das borboletas na barriga: nunca tinha pensado na sensação dessa forma... é bonito lermos algo que nunca nos passou pela cabeça e sorrirmos porque sabemos exacta e precisamente o seu significado...
Afixado por: Catarina em março 8, 2005 07:24 PMOra aqui está uma mesa cheia de gente... e quando assim é, que mais posso dizer eu que não tenha ainda sido dito... é um poema lindo sim senhora e uma boa estreia aqui no Café!
Afixado por: D Quixote em março 11, 2005 12:19 AM