No espelho partido
o teu rosto cubista
é um arlequim azul
na modéstia do sorriso.
Acendes com as mãos a casa.
O café é só um paliativo
para trocarmos o leme dos dias
num pedido mútuo
sem explicações.
Ambos saímos sós,
acompanhados um do outro,
bebendo filhos e agruras
numa navegação dupla
para a mesma viagem.
O regresso é o desejo
para regarmos as plantas do jardim;
no pó da mobília
desenharmos os rostos
que aparecem à mesa
para a consoa da memória.
de José Félix
(já nem preciso de ver quem assina para te reconhecer a poesia José... ela é inconfundivel... um abraço ainda à espera de te pagar um café quando vieres ao Porto)

Old Times by Nuno Peixoto Branco
José Felix, bom ler-te de novo...ainda trago na alma o chã que bebi das tuas mãos, um chã maravilhosamente bem escrito...escreve mais, denuncia-te vivo.Fiquei feliz.
Afixado por: Nina em março 15, 2005 02:36 PMcom certeza a poesia dele tem um jeito q é todo dele e soh dele.. eh incrivel..
e a foto eh sua?..q massa nuno..tah ficando cada vez melhor.
saudade.
;*
Sim... a poesia do José dá vontade de a mergulhar em água quente e beber de infusão... é deliciosa.
Quanto à foto... sim... é minha! :-)
Afixado por: D Quixote em março 18, 2005 10:25 AM