Nem sabes a alegria que me tem injectado
Esta melancolia quotidiana de Inverno!
Nem imaginas a nostalgia que me usurpa, fustiga
(Eu que tenho uma costela de fantasia e maresia)
Ao fitar estas farpas frias da madrugada,
Ao ir, no meu apressado e atordoado ir
(como um bom utente deste Inverno económico,
Transeunte anónimo com a libido castrada,
Sequestrada por uma moral quase moribunda,
Quase ingénua,
Que como um soporífero me canta e infecta
E embala)
Pelos meandros desta pequena vila de veludo cosmopolita,
Ao ir, rente, quase sóbrio,
Pelas margens indefinidas deste horizonte clandestino,
Ao ir, onde sei que não sei ir,
Ao ir onde escutei numa mensagem cravada a suor,
A sangue,
Ao rumor errante de um sonho distante.
de Pedro Peralta
(um grande poema para uma grande estreia... fantástico Pedro... vou ficar à espera de mais poesia tua!)

untitled by Giedrius Neturiauskas
Publicado por D_Quixote em abril 1, 2005 01:10 AMSem dúvida, na minha opinião, um muito bom poema, com uma grande imagem e uma soberba música. Também...num "poetry café", nada menos que o bom gosto se esperaria.
Cumprimentos
Afixado por: Ruy em abril 1, 2005 02:15 AMputz..naum quero nunca mais colocar poesia minha aqui.
vergonha..
essa estreia eu virei fã.
pedro..sou tua fã.
nuno..tow com saudade.
poesia..minha?..jah era hehehehe
;**
fantástico!
Afixado por: paulo fogg em abril 1, 2005 10:37 PMUma estreia que promete muito! Gostei!
Afixado por: Maria em abril 2, 2005 12:05 AMConfissão de um adepto da tua escrita...
Afixado por: D Quixote em abril 13, 2005 07:40 PM