abril 02, 2005

a fala

a vertigem nas mãos
desenha a morte
sobre o corpo que se adivinha frágil
na textura da sombra.

há caminhos
feitos de luz ignóbil que incendeiam
as margens alagadas
de outra sede.

e de leve há um rosto
que sai da úmbria
na convicção do gesto que revive

restos de ausência.
a fala, no outro lado,
é um eco de um sorriso brando e leve.


de José Félix

(um poema de me deixar sem fala, amigo José... que poema maravilhoso... e por falar em fala, quando é que vens ao Porto para dois dedos de conversa?)

So small by Nuno Peixoto Branco

Publicado por D_Quixote em abril 2, 2005 04:28 PM
Comentários

forte. profundo. belíssimo. obrigado, josé felix.

Afixado por: paulo fogg em abril 2, 2005 10:36 PM

este teu poema é muito bom, tem ritmo , olha entrou em mim naturalmente. um abraço.

Afixado por: lobo em abril 3, 2005 10:45 AM

confesso que amei o poema da chavena de chã reconfortante de tilia e que gosto mais de entrar em ti serena mas intimamente, mas sem duvida se nota que é teu...

Afixado por: Nina em abril 4, 2005 02:42 PM

"a fala, no outro lado, é um eco de um sorriso brando e leve"
Estas palavras ficaram, em mim...
Adorei!

Afixado por: Senhora das Estrelas em abril 5, 2005 07:11 PM

Ainda bem que ainda há quem fale e escreva assim!

Afixado por: D Quixote em abril 13, 2005 07:41 PM