abril 14, 2005

Não me abandones

Não preciso de venerar
A igreja, ou quem sabe
O desejo de imortalidade

Morrer que seja pelo gume da espada
E não pela saudade

A minha alma foi-te dada
Brandamente pela paixão
Amando seremos reis
Nada já nós somos
De nada nos servirá a razão
Onde está a tua torre de marfim
Nos teus sonhos de puberdade
Enquanto a razão foge de mim
Sofro por ti, já com saudade

Mereces o Sol e o calor
Em vez disso, só te ofereço
Um reino de amor

Amanhã para ti
Nada talvez serei
Juro que me apaixonei por ti
Onde jamais te esquecerei


de Teófilo Pinto

(que a tua poesia nunca nos abandone Teófilo... pois já se tornou uma presença fantástica aqui no café)

Despair. by Alon Brik

Publicado por D_Quixote em abril 14, 2005 08:50 PM
Comentários

Musica linda que toca no café. Bom fim-de-semana.

Afixado por: Ofeliazinha em abril 15, 2005 12:48 PM

uma vez edificado, o amor por lá fica, resguardado entre artérias e veias, entre alvéolos e sangue, memorizando cada sopro, cada suspiro, na pressa de se realizar, na decepção da não concretização, no desejo de eternidade. O amor não abandona. Mas, também só existe um percurso de ida sem volta....Nunca consegui apagar um amor mas já preciso de um mapa que o distinga de tantos outros sentimentos que se prendem a ele, confundindo intensidade com o efémero da simples paixão ou arrebatamento. Teófilo, gostei do apelo desse teu lado esquerdo.

Afixado por: Nina em abril 15, 2005 03:41 PM

O blog tá porreiro... convido-te a visitar o meu

http://lup51.blog.simplesnet.pt

Afixado por: Luís em abril 15, 2005 05:40 PM

gosteimuito.
e essa foto tah simplesmente perfeita.

:*

*ladyheaven abandonada

Afixado por: ladyHeaven em abril 15, 2005 08:04 PM

Não conhecia este espaço, mas fiquei fã.
Visitem-me em http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/

Afixado por: Andreia C. Faria em abril 16, 2005 02:07 PM