maio 10, 2005

Ó minha concubina

Ó minha concubina Na noite escura
Entregaste tua excelsa carnação
Para lenta & desejada degustação
Por minha caprichosa loucura

Como era doce teu seio seguro
Tuas unhas de cereja cristalizada
Teus lábios devorei na noitada
Com o seu tom rouge de fruto maduro

Consumido teu glorioso ventre altar
Semeei em teu quente sexo debruado
A altiva horda do prazer imaculado
Que meu corpo reservou para te amar

Místico era o suor que se libertava
De teu lascivo corpo nacarado
& que como um vinho consagrado
Minha ávida boca o libava

Como estavas deliciosa naquele serão
Em cada suave movimento fremente
De nossos corpos virados a Oriente
Como dispostos por sacra ordenação

Ó minha concubina
Naquele serão
Iniciámos uma religião

de Xil Veríssimo

(uma estreia auspiciosa aqui no blog... ficamos ansiosamente à espera de mais poesia tua)

better touch... by Natalie Shau

Publicado por D_Quixote em maio 10, 2005 12:52 AM
Comentários

Hum...deliciosamente evocativo. Impossível ficar indiferente, como mulher, a estas palavras!
O sexo, será sempre a celebração ritual e sagrada do amor, quando ele existe! Sem ele, é pura técnica.
Xil, a vontade é de ler mais...

Afixado por: Senhora das Estrelas em maio 10, 2005 11:33 AM

Caí de pára-quedas neste magnífico blog e qual não foi o agrado com que li estes traços fugidios.Este café da poesia promete serenas tardes de tertúlia.
Deixo um abraço e um convite a visitarem o meu blog, também dedicado às palavras da alma: http://ilha-dos-amores.blogspot.com

Afixado por: Rita em maio 10, 2005 11:38 PM

Lindo, Lindo, Lindo. Com que perfeição escreves querido amigo, seu poema leva a todos a lembranças de noites inesqueciveis. Espero ver mais poesia tua aqui.

Afixado por: Pricila Kovalski em maio 18, 2005 09:33 PM