E fez-se luz quando tu deste à luz
No filho lindo a luzir em teus braços
Ao neles reconheceres teus traços
Nesses teus braços que o amparam nus.
Esta tua vida ganha outro sentido
Em tudo aquilo que até aqui se fez
Foram nove meses de gravidez
De duas vidas só, num destino unido.
E tu assim és mãe linda agora
És mulher tão completa e realizada
No sentido de um amor mais profundo.
Ao escutar feliz teu filho que chora
Sabes agora não te faltar nada
Porque trouxeste vida a este mundo.
de João Natal
(Estou de volta finalmente! Já estava com saudades da minha "casa". Agradeço desde já a todos os que continuaram a visitar e a comentar. Este é o poema que ofereci ao Dr. Mário Cordeiro para fazer parte deste livro fabuloso que já vos tinha falado. O gesto deste livro é nobre e merece ser divulgado, por isso apelo a todos que visitem o site que deixo para conhecerem e que procurem este livro que vale a pena pelo sonho que persegue e pela poesia que o recheia... e obrigado Mário por me incluires neste projecto... sinto-me muito honrado)


Um bonito soneto sobre a maternidade, João. Parabéns pelo poema e pelo livro.
Afixado por: Nancy Brown em junho 5, 2005 07:24 PMQue bom voltar a ter um tempinho para vir aqui e ler este teu poema.. Lindo!
Jitos
Afixado por: Maria em junho 6, 2005 02:24 PMé mesmo o que senti e sinto, escrito por palavras tuas... com as quais me identifico! sou mãe, mulher e acima de tudo sinto o amor incondicional por algo que fiz, uma pessoa que gerei, um pouco de mim, talvez a única coisa que fiz bem!
Afixado por: queda em junho 6, 2005 07:42 PMNuno, este teu-nosso lindo cantinho de poesia tem dado asas a tanta gente...os meus parabéns pelo livro e pela sensibilidade e preocupação pelos outros que tão presente está na tua vida. Como sempre, as tuas palavras encantam e a vontade é de ler muito mais.
Beijinho grande, Estela.
Afixado por: Senhora das Estrelas em junho 6, 2005 08:16 PMUm poema repleto de ternura... sou m&m (mãe/mulher) releio-me nestas palavras! Parabéns pelo livro!
Afixado por: Maria São Miguel em junho 6, 2005 11:26 PMnuma passagem por Lisboa em Novembro 2004, entrei com o meu homem de então, no "Café com Letras" em Caçilhas, onde estava a decorrer uma tertúlia. Eu estava meio escondido atrás de um estante de livros, mas mesmo assim um homem curioso me tinha notado. Ele começou a ler um poema, depois de beber um pouco de cerveja e dizendo que precisava de coragem para ler o poema que ia seguir. Quase morri de vergonha (I blushed like a sixteen year old college girl) quando dei me conta que ele estava a ler o poema para mim. Quase congelei quando olhava na minha direcção e disse: quero-te, mulher que passa. Na altura era impossível reagir. Semanas depois, a dois mil quilómetros de distancia, escrevi-lhe uma carta dirigida ao Café. Nao houve resposta nenhuma. Não sei se alguma vez a recebeu. Escrevi estas palavras numa língua que não é minha, mas apaixonei me completamente por ela. Eis a razão que vou a tertùlias num país longinquo. Estimados visitantes deste café virtual: Ajudem-me a procurar este poeta que procurou coragem no fundo de uma garrafa para me ler um poema de vinícius de Moraes que até hoje me toca tanto. Eu quero explicar que o acontecimento mudou o rumo da minha vida. Eu estava a viver um amor mudo, e nesse dia apercebi-me que não podia continuar a sobreviver com um silêncio terrivel nos ouvidos. Sou uma mulher que se alimenta com palavras carinhosas.
This is a shot in the dark as they say: I don't know if I will ever get hold of this man again, but I would be really grateful if a good hearted soul could get me closer to him. His name is Bernardo Alves.
My name is Liesbeth, and you can write me at liesbethlisboa@gmx.net