Olhos de esperança
Que vêem atentos
O invisível,
Desejam o impossível
Esperam por quem há muito se ausentou.
Regresso nas tempestades atordoada
O copo é demasiado pequeno
Verte a água salgada
Daqueles olhos desgastados pelo tempo
Que não ousam sonhar,
Apenas vertam as lágrimas;
Nada há a lamentar.
(tu sabes o quanto eu adoro a tua escrita... fico feliz por ver que continuas a escrever como tu tão bem sabes, e a tocar bem no coração de quem lê. Beijinho!)

mild by Angel_Jane
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Procuro incessantemente um sentido
em tudo que vejo, em tudo que sinto.
Se calhar procuro no que me rodeia
algo que me ajude a entender a mim mesmo...
Não busco a minha identidade.
Procuro apenas um sentido mais profundo.
A minha mente à deriva.
Como o barco sem a amarra que o prende.
Presente, e no entanto, sempre ausente.
Se calhar sou demasiado analítico...
Mas o meu caso não é assim tão crítico!
Mas não deixa de ser curioso...
Se nesta busca sem fim, como poderá o barco
regressar ao cais, se cada resposta,
levanta outras questões mais?
Observo o horizonte com uma frieza ciêntifica.
Frio para todos os que não têm lugar em mim.
E no entanto sensível a quem me dou.
A dualidade entre o homem que vê e observa,
e o homem que apenas sente!
Apenas um ser Humano, como qualquer outro.
Tão igual, e no entanto tão diferente.
Procuro no mundo algo para me entender a mim próprio,
e ser capaz, de por sua vez, entender o mundo.
Ao mesmo tempo aluno e professor de quem sou.
Mas só no fim saberei a nota que me dou.
Espero encontrar felicidade na minha busca?
Francamente não o sei!
Será que seria mais feliz se compreedesse
o que está para além da nossa compreensão?
Se assim é, porque procuro eu então?
Mas não tenho tempo para mais...
O vento está a favor, é altura de deixar o cais.
Olho o que deixo para trás,
sem qualquer tipo de amargura.
Minha mente me chama,
para uma nova aventura.
de Luis Nascimento
(se fosse uma busca para encontrar a boa poesia, eu diria que já a encontraste há muito tempo meu amigo. Aquele abraço!)

I hear the train a coming by Tim Holte
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já sinto a dor nas minhas veias
de mansinho. apertando-me o peito
como num grito de agonia
que não se consegue calar
sinto os sapatos apertados
e uma ânsia de correr
descalça. pela areia.
prender a boca entre os dentes
e deixar-me levar pelo mar
estou deitada. mas podia estar de pé.
não me venço neste vazio.
sinto as gotas de sal
esquecidas numa almofada
e a saudade
que se afoga nos meus olhos
de Rita
(tu sabes amiga o quanto eu admiro a tua escrita... continua assim a encantar-nos com as tuas palavras e com a tua forma muito unica de veres o mundo... talento... talento... muito talento!)

ás vezes by Rita
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Procuro coisa diferente,
Diferente,
Mas para melhor,
Melhor,
Que tudo o que vi ontem,
Ontem,
Foi bom para os que vêem,
Vêem,
Mas não entendem,
Entendem,
Aquilo que sentem,
Sentem,
Que foram iludidos,
Iludidos,
Mas não desiludidos,
Desiludidos,
Mas que não desistem,
Desistem,
De voltar a ser enganados,
Enganados,
Pelos sentidos,
Sentidos,
Mestres da paixão,
Paixão,
Efémera como o sonho,
Sonho,
Mesmo sem adormecer,
Adormecer,
Na esquina da realidade,
Realidade,
Que nos é vendida,
Vendida,
Para viver sem vida,
Vida,
Corrida a correr,
Correr,
Contra miragens e ilusões,
Ilusões,
Da mente demente,
Demente,
Mas não doente,
Doente,
Mas que procura,
Procura,
Algo diferente,
Diferente,
Mas para melhor,
Melhor,
Porque isto é hoje,
Hoje,
Amanhã e ontem.
de Manuel Monteiro
(um poema diferente do Manuel, que nos tem presenteado com muito talento. E assim espero que continue a presentear. Abraço!)

надоело... by doze
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Fecho os meus olhos...
e deixo-me levar na brisa da noite,
no perfume abaunilhado e quente que vem de ti...
sinto-o na pele,em cada poro fervilhando,
como açucar queimado quase no ponto...
cresce-me nas mãos aos poucos o desejo...
de tocar o que seja teu...
morder como quem beija uma boca sedenta,
e respirar o odor a canela e anis que exala do teu peito ofegante...
é de amendoa o teu olhar,enfeitado a mel...
e cada sorriso traz-me acafrão,pimenta e chocolate...
num gesto doce combinado de hortelã e café...
oiço o teu coração bater...
em compassos desacertados de Tamarindo e groselhas...
finto tua boca de Malaguetas e jasmim...
entreaberta como á espera de um suspiro de limão e carmim...
e no toque dos teus dedos, soltam-se aromas de lavanda e de loucura...
sei de cor cada teu cheiro...
basta fechar os meus olhos
e amar-te por inteiro...
de Lua
(minha amiga, mais um texto lindissimo teu... tens um talento e uma sensibilidade muito grandes. Jinhos e não deixes de continuar a criar tantas coisas bonitas)

untitled by Lua
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não há serenidade ou sensatez na minha paciência.
não leio o que me reparte em lágrimas
não saboreio o vácuo na serra
nem embalo a tarde que desmorona
espero pacientemente que se vá a noite
e deixo-a cair no rio, tornada manhã
para que com ele corte o vale
e, no leito, lave os instantes
de pura aceitação, seixos rolados
ao encontro do mar
salto do silêncio que não se comunica
e ergue pinguelas, no ar. mergulho
no tempo, palavra líquida, fundo momentos.
ruídos vivos que serão som, ao convite
[preciso]
que a intenção de travessia não pode imaginar.
de Sónia Regina
(o que dizer minha amiga do teu já confirmado talento... peço apenas desculpa pelo periodo de maior inactividade, mas foram os afazeres profissionais que me têm afastado da maior regularidade do café)

My Guardian Lights by Sue Anna Joe
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