janeiro 29, 2008

Insónias

Não durmo
e a madrugada desperta um principio e um fim
uma ansiedade que me perturba a alma
me desassossega os dedos
e me desperta em formas e fantasmas
Não durmo
e um medo nunca vem só
uma corda no pescoço que me impele de respirar
um atilho no peito que me desmembra o coração
este,
hoje aflito
quase sem fôlego
sem idas e voltas
As portas que se fecharam voltam a abrir
portas e fechaduras que outrora mudei
que tento dia após dia aceitar
dia após dia esquecer...
Mas quando se sai também se entra
quando se fecha também se abre
no fim está sempre o começo
e este é o principio do meu precipício...
Achava-me algemas e ave que encontrou seu ninho
mas sou apenas penas que restaram de um pássaro que voo sem destino
enclausurada neste imenso nada que hoje não me deixa dormir...
Voltei a não conseguir dormir
ansiosa
medrosa
sozinha
triste tão triste quanto aquelas ultimas lágrimas que limpei de um só suspiro.
Estou tão desperta
tão atenta
tão cheia do turbilhão de coisas que um dia me atormentavam dia e noite
coisas que guardei naquela caixa dos segredos que escrevi noites inteiras
que fechei...Tranquei!
Não durmo!
Estou de olhos abertos atentos naquele menino que dorme num sossego que eu nunca tive
De sentidos palpáveis, entorpecidos, apurados
trémula, com náuseas e sem saudade alguma de momentos como este.
Fraquejei, eu sei! Sou ainda Ser. Quebrei a força das pernas porque a luz do dia me pregou uma partida
Quebrei o sossego com a ansiedade que gira á minha volta
quebrei o silêncio que procurava em cada pausa vital, cada momento zen...
Descaí-me do andar e chorei
chorei
chorei tanto que hoje fico aqui sem ter a tua mão no meu ombro
sem esperar o teu abraço que me console
sem a tua palavra... Hoje mesmo que errada, seria na hora certa.
Sem angustia que me restava sempre quando finalmente eu adormecia
hoje não te espero
amanha o sono finalmente virá
e eu...Se Deus quiser
fecharei os meus olhos a olhar o fundo dos olhos do meu menino
com as minhas mãos entrelaçadas nas dele
e com o coração tão cheio!

de Joana Freitas

Insomnia by ~lforte
copyright of the photographer

(mais um momento de poesia memoravel Joana, fico viciado na tua escrita. E como tal espero receber muitos mais poemas teus para continuar a "consumi-los" assim. Um grande obrigado e um beijinho.)

Publicado por D_Quixote em 01:35 PM | Comentários (7)

janeiro 25, 2008

Ali estou na cama

Na cama estou
entre Lençóis

Ali estou
o pensamento
noutra dimensão
do outro lado

Suspiro
flutuo
caminho por entre cada pensar
sussurro

Ali
onde tempo e espaço
são um pensamento
faço de ti
o amor
e de cada pensamento
não saudade
mas parte de mim

de Francisco Marques

In My Good Dreams... by *Amantxfantome
copyright of the photographer

(um poema de tirar o sono e fazer sonhar... obrigado Francisco por mais este)

Publicado por D_Quixote em 05:57 PM | Comentários (0)

janeiro 24, 2008

sorrisos

e da ponta dos meus dedos
manchados de ternura
a energia alfa, em expansão,
o fogo que não se vê

nos sulcos do meu rosto,
sorrisos
enxutos e frescos.

nos sulcos do meu rosto, sorrisos enxutos e frescos

quando toquei-te com a mão direita, e esbarrei na fúria,
assustou-me aquele ardor, visível
mas não vi a ruga que me marcou a alma, e ignorei o impropério

talvez se me tivesse estendido na areia, a conversar com os grãos
que sabem rolar na espuma, talvez se tivessem voado com as gaivotas,
meus pensamentos... talvez se tivessem tornado verdes palmeiras,
dançantes folhas ao vento, respingados, todos, de mar

talvez, se assim tivesse sido, talvez tivesse vindo a mim, o teu flanco direito
talvez estivessem para sempre guardadas, na ponta dos meus dedos,
o fogo que não se vê e, nos sulcos do meu rosto, sorrisos enxutos e frescos.

de Sónia Regina

Smile by ~nemy06
copyright of the photographer

(dois poemas teus amiga, achei-os de tal maneira conexos que os resolvi publicar juntos. Mais uma vez, adoro a sensibilidade com que escreves. Beijinhos)


Publicado por D_Quixote em 12:43 PM | Comentários (3)

janeiro 18, 2008

ave

Toda ela é ave...
É ave mas não voa.
Uma pequena e frágil ave,
que inebria e a todos atordoa.
Ela apenas desliza,
mais parece que flutua.
com uma graça natural,
que não é mais que a sua.

Onde quer que fosse,
com seu gesto elegante,
seu olhar terno e doce,
que cativa no instante.
Mas que busca ela?
Perdida nesta cidade escura.
Entre as gentes que passam,
um coração e alma pura.

E dá para pensar...
Uma só distracção,
e como é fácil de magoar,
um assim tão frágil coração.
E fica-lhe na memória,
cada ferida que sentiu.
E assim acaba a história...
A ave ferida elevou-se,
somente... partiu.

(A uma muito querida amiga, há muito tempo, demasiado tempo afastada.)

de Luis Nascimento

Angel... by ~LordRavenous
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(mais um texto bonito e sentido do Luis. Obrigado amigo, espero que continues a enviar mais textos, e mais uma vez, desculpa pelo atraso na edição)

Publicado por D_Quixote em 11:30 AM | Comentários (4)

janeiro 16, 2008

Houve um dia...

Houve um dia em que disse a mim mesmo que iria deixar de escrever coisas tristes e sem sentido… coisas amargas para o meu coração e para o de quem lê… houve um dia em que me julguei forte, capaz de destronar o mau momento que me tem acompanhado, e introduzi-lo no canto mais obscuro do meu ser… há uma possibilidade de conseguir, pensei! Mas por incrível que pareça, está a acontecer de novo… não encontro respostas nem soluções para aquilo que sinto… algo me corrói por dentro... tento bater as minhas asas, tento fugir para bem longe, esconder-me… mas não consigo, este coração é frágil e teimoso… então, volta a entristecer, volta a chorar, volta a amar-te de novo…
Afinal, quem é que eu queria enganar.

Vem comigo…

Percorre o caminho comigo, não me dês apenas a indicação de onde mora a felicidade… deixa que siga os teus passos, guia-me na estrada que tu tão bem conheces… acompanha-me nesta aventura digna dos mais honrados pioneiros. Trás esse teu sorriso, que enche tão carinhosamente o meu coração de sentimento… vem, o percurso feito a dois torna-se menos complicado. Tenho tempo, eu posso esperar que decidas… não quero que venhas por obrigação, mas sim por vontade, pela aventura, pela partilha de algo e de tudo que possamos encontrar pela frente. Vem, deixa que os olhos dos demais nos observem… não tens vergonha, pois não? Sinto que sem ti não iria durar mais que um minuto nesta caminhada. Serei incapaz de implorar a tua companhia, mas, se lá no fundo ainda sentes algo por mim… Vem, não me abandones!

de Nino Carvalhais

Crazed Writer by ~Headbanginbat13
copyright of the photographer

(hoje publico 2 trabalhos do Nino, porque estão atrasados na edição, porque ele é um escritor muito produtivo, porque adoro o que ele escreve, porque ele merece e... porque sim... Ainda bem Nino que teimas em não deixar de escrever assim tão apaixonadamente como sentes. Tornaste-te uma das boas certezas do poetry café. Aquele abraço!)

Publicado por D_Quixote em 12:53 PM | Comentários (3)

janeiro 14, 2008

Tempo

O tempo é o amigo e o estranho. O doutor e o amante, a foice e o algoz. Aplaudimos e sufocamos, contamos com lágrimas e medimos com sorrisos. O tempo é o vento, e o vento é poeira fina que fica dentro dos olhos.

Tempo é aquele que acarinha o enfermo, satisfaz os ponteiros em sua dança louca e desvairada, mas se perde entre sussurros apaixonados e melodiosas canções de serenatas. Tempo é aquele que mostra que feridas purulentas e profundas são suas companheiras fiéis, e que dores latentes e proibidas fazem parte do seu show de atrocidades.

Chorem alto, lamentem nas vigílias. Doce e amargo é o gosto de quem se submete.

Desequilibrados constantes, aprendendo com noites e dias que duro e enfadonho é o seu penar. O tempo se vai, e não se despede.

Chorem alto, lametem-se, infames submissos. Tempo é um deus cruel que brinca com suas armadilhas ardilosas e ri gargalhadas corrosivas quando nos prende em uma de suas teias.

Tempo é o vento, e vento é poeira fina que fica dentro dos nossos olhos; uma vez que piscamos e descobrimos que já não somos mais meninos. O tempo se vai, e não pede passagem.

de Marta Silva

If I could rule the time... by ~bloody-earth
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 07:05 PM | Comentários (2)

janeiro 13, 2008

Breve

Por vezes tem vezes que ainda indago
se nós somos as escolhas em que erramos
ou se somos os erros que nós damos
neste viver só que temos tão vago.

E a memória de ti que em mim trago
de tempo doce que juntos passamos
ou por que é que fosse que nos amamos
logo eu lentamente em mim isso apago

Não há amor nenhum para a eternidade
nem há ilusões que nunca acabem
na areia da praia o amor se escreve

e eu e tu já sabemos a verdade
essa mesma que os outros já sabem
que afinal o amor é só mesmo breve.

de João Natal (20/02/2006)

bullseye by ~jesidangerously
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 02:08 PM | Comentários (4)

janeiro 12, 2008

És Epitáfio Culinário

Amargo
és
o chocolate que ceva o meu libido.
Salgado
o alimento
és
malicioso ingrediente e provocação.
Álcool
vício na boa refeição
antes
és
durante
e também depois.
E os opostos atraem-se
agridoce
és
picante contradição
e porque não?!
A gula
és
pecado mortal???
Mas não resisto...
E então
Dás-me um pouco mais de ti?
O mal que me fazes
és
tanto
que bem me sabes!!!

de Manuel Monteiro

(um poema agridoce, ou talvez picante... acima de tudo bem condimentado. Cozinha mais e envia amigo Manuel!)

spicy by ~edgarliborio
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 02:24 PM | Comentários (3)

janeiro 11, 2008

Sonhos

O sonho, perante olhos atónitos, deu o seu último suspiro...
E, com o seu corpo inerte atirado ao chão,
Restaram indagações feitas ao céu e a terra
Numa busca insana por respostas,
Como quem procura um remédio para aliviar o sofrimento da alma...
Mas, ele simplesmente morreu...
Não existem porquês....
Não há culpados...
Apenas, pela vontade de Deus ou do destino .
Tudo acabou num momento...
A vida cumpriu seu papel...
Entretanto, na vertigem louca a que ela está condenada
O permanente dura poucos instantes...
O eterno dá lugar ao efémero...
A morte vem... destruindo tudo à frente...
Deixando um cenário de desolação e lágrimas
E quando se pensa que é o fim,
Ainda junto à lápide do sonho infecto
Encontra-se a bela esperança,
com seus longos cabelos prateados ao vento
Vestida de festa e um sorriso de sol nos lábios...
A oferecer seus ombros gentis...
Basta aceitar, e num repente... como Fénix, renasce...
Entre cinzas, do chão onde tudo cheira morte e esquecimento...
De uma pequena gota de “crer” ,
Contempla-se o surgimento de longas asas
E o encontro mágico delas com a brisa
Que ao mesmo tempo em que afaga, convida
A alçar novos voos...
Rumo a outros lugares...
Assim, nascem outros sonhos...

de Êydi Bomfim

(Olá amiga... já há imenso tempo que não aparecia por aqui a tua escrita. Obrigado por este momento e espero que envies mais.)

Get Out by Luci-ette
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 04:01 PM | Comentários (5)

janeiro 09, 2008

Enrolo-me e submerjo

servem-te o fim numa bandeja de charme e romance
optas por petiscar um pouco do podre que tens
fechas-te em copas com o novo paladar
aguardas outra injecção de angustia
não esperas mais nada
deram-te mais do que desejavas
a história da tua vida
sabes agora como acabas
foges corres e não paras
não precisas
hás de parar.
não por ti,
por ele.

o calendário apressa-se em mostrar que ja se avizinha
rasgas-lhe dias e dias
como se saltasses sobre ele
como se o ludibriasses
e depois te sentasses de novo no sofá
que já não tem a mesma cor nem textura
mas o fim ainda perdura
ainda se faz vingar da tua mentira
ainda te oferece toda a amargura
que juraste nunca querer
não hoje
não nesta vida

rogas preces
defendes o teu caso
reinventas-te como quem não o merece
desiste
adocica-te com ele
rasga-te na coxa um pouco de pele
desenha um bolso
e guarda-o
não, na coxa não
perto do peito
dentro do coração
estima-o

apagas a luz e dizes-me que é tarde
amanha acordas cedo
eu permaneço encostado fito o vazio
e quero ter medo
desisto
enrolo-me e submerjo
engulo-te o cancro e já não apareço.

de Vasco Leão

(escuro... estranho... diferente... adorei Vasco, adorei esta tua visão escrita. Aquele abraço!)

Self Loathing by ~virginsuicide123
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 09:00 PM | Comentários (4)

janeiro 08, 2008

A tua voz

É a tua voz que me levanta a alma,
mesmo quando dela sobram apenas rastos e ecos...
Mesmo quando do corpo se quebra a sombra e nada exista além de um eterno vazio.
É a tua voz que me dá as mãos, mesmo quando elas não trazem nada, apenas um pouco de cheiro a solidão, ou um resto de nuvem que me sobrou dos sonhos de ontem.
É esse grito silencioso que traz na garganta o meu nome, mesmo quando dos lábios não saia nada.
São trajes de tempo
Tempo que se escoa num outro tempo que me passou
Vozes entre o céu e a terra que me assemelham a seres iguais a todos os outros seres.
É a tua voz, mesmo quando está muda e eu surda que oiço em madrugadas como esta!
Voz que chega entrelaçada no vento que bate e se esbate
embalada num abraço que me vira o corpo do avesso...
Aconchego-me e deixo-me ficar...
Não estou só!

de Joana Freitas

(mais um texto tão teu! Adoro a espiritualidade imbuida nas tuas palavras, no plano quase divino que dás a uma voz que te acompanha... talvez a voz da saudade. Obrigado por mais este momento Joana, ficarei à espera de mais.)

Fall... by Lady-Dementia
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 09:31 PM | Comentários (4)

janeiro 07, 2008

Mar de dúvidas

Os olhos colocados no mar. As gaivotas rodopiam nas ondas, afagando-o como quem agradece. E saciam a fome, descansam o peso das asas... invejo-as. Tiro a roupa, e imitando-as mergulho, afago também eu o mar, na esperança que me sossegue. Lavo o corpo do peso do mundo... Visto-me... Passo pelos velhos lobos sorrindo pensando na sua paixão pelo mar. O irmão mais velho que está sempre lá para nos ouvir, nos abraçar o corpo e o pensamento. Dou por mim novamente na marginal, com as mãos nos bolsos, tranquilo. O corpo começa a ceder... sinto o peso das noites sem dormir, e decido dar-me umas boas horas de sono.

O pôr-do-sol atravessando o quarto... bate em mim e sinto-o como fogo no meu corpo... vou ardendo febril neste transe, não sei se já acordado, se ainda dormindo... Sinto-o... o fogo da noite que se aproxima, doendo já em mim as horas acordadas. Sonhei contigo, mas não interessa, já é tarde para sonhos... Levanto-me... vou até ao computador, apetece-me escrever para ti...

"Deixas em mim... tanto de ti... e no entanto, tão pouco!!! Sinto a tua falta, a falta do teu beijo, e do teu sorriso de menina marota, brincando no meu peito, tatuando as tuas mãos no calor dos nossos gestos. De sentir calma de te ter do meu lado, e o fogo de te ter em mim... e nao saber se te devoro, se te dou a mão!!!! Os nossos corpos escondendo segredos um do outro, na espera que as nossas mãos os descubram!!! De viajarmos nos sentidos que os nossos desejos inventam, sem limites ou fronteiras, presos por um fio a quem somos no Mundo!!!! O silêncio acaba por ser senhor do momento, ajudado pela cumplicidade do mar que vai gemendo o que não te sei dizer!!!!! O que a minha boca recusa, pedindo a tua... pedindo o sabor que me deixas na pele!!!!..."

Mensagem enviada... e arrependo-me! Porque deveria ser mais forte e não te procurar... da forma que seja! Mas o amor reduz o Homem... como qualquer outra droga!!! De qualquer maneira, não há forma de voltar atrás... Dei um momento à voz do coração, e ela voltou a querer saber de ti... aliás, voltou a querer lembrar-te que existe. E eu mil vezes jurei a mim mesmo que não voltaria a procurar-te... e mil vezes me condenei por o voltar a fazer... espero que me perdoes, e compreendas... um dia disseste-me que se um dia eu tivesse dúvidas... que se um dia nos separássemos... nesse dia lutarias por mim, nao desistirias, porque eu era o homem que querias do teu lado... curioso como o mundo gira e tudo muda de lugar... agora sou eu quem te busca e não desiste de te amar, mesmo que o queira não consigo... fazes parte de mim, e contigo sonhei de forma como nunca sonhara... vivi... como nunca o fizera!Ensinaste-me... que o amor não escolhe o momento, e que podemos amar com todas as forças uma pessoa completamente diferente... que amar passa por saber aceitar, por perceber que pessoas perfeitas não existem... mas que quando as amamos são perfeitas para nós... e nos ocupam devagarinho. Começam a fazer parte... e os seus defeitos são já nossos também... que o seu sorriso afasta tristezas, e nos faz também sorrir. E que as suas mágoas também nos doem... que os seus medos também nos assustam... E que quando amamos dessa forma... nos sentimos metade sem a pessoa do nosso lado... e nada, se essa pessoa parte...

de Filipe Oliveira

(o que dizer deste texto?... adoro-o como se fosse meu, porque talvez não o escrevesse tão bem assim. Li-o várias vezes e não encontrei falhas, é perfeito, e espero receber muitos mais textos do Filipe, porque serão uma contribuição muito valiosa para este pequeno palco. Abraço!)

sacrifice pt.2 - back home by orangebutt
copyright of the photographer

Publicado por D_Quixote em 10:59 AM | Comentários (12)

janeiro 05, 2008

ainda as obras...

As obras continuam!

Depois de ter apagado os links inactivos e de blogs mortos, estou na dura tarefa de adicionar todos os links de blogs activos que tenham adicionado o Poetry Café.

Uma coisa descobri entretanto que me deixou bastante feliz, o poetry café, está cotado como um dos 500 melhores blogs em lingua portuguesa no Technorati.

Pelo menos é o que diz neste sitio.

Acho que é uma forma de ver reconhecido todo este trabalho em tantos anos de existência.

Outra coisa que me deixou imensamente feliz, foi rever blogs amigos, reler muitas coisas, ver novas, constatar que blogs como o abstracto concreto, a valéria mendez, a blogotinha, a lua, o mentecapto, o old aternoons, o puta de vida, o troblogdita e muitos outros (peço desculpa se faltar algum) ainda existem, ainda bate forte o seu coração e continuam a escrever.

No universo dos blogs estes costumam ter um tempo de vida muito limitado, são raros os que resistem ao passar do tempo. Constatar que estes ainda ali estão deixou-me com um sorriso enorme de felicidade.

Apesar disso sinto saudades da magia das palavras da frutoxocolati, das maluquices de xobineskipatruska e do ginger ale, e do talento de muita, muita gente que deixou de escrever nos seus blogs.

Ao mesmo tempo foram adicionados novos links, e mais ainda irão ser. E é bom ver que há tanta gente, com tanto talento, a escrever tão bem, e ainda, na blogosfera.

Aquele abraço para todos e que 2008 seja um bom ano na blogosfera portuguesa.

Publicado por D_Quixote em 02:46 PM | Comentários (3)

janeiro 04, 2008

Meu campo de batalha

Sou só um soldado,
à toa, ferido e assustado.
Numa praia esquecida, terra hostil.
Peço socorro em silêncio
por entre os sons da batalha.
Mas não vejo nada,
não vejo ninguém...

Com mão trémula,
escrevo-te esta última carta.
Não espero por amanhã.
Tou frio e dormente,
só vislumbro o Presente
que o Futuro é coisa vã.

Sombras movem-se pela calada da noite.
E eu aqui perdido,
sem saber para onde ir.
Tou demasiado fraco pra lutar,
e muito assustado pra fugir.

Como as árvores eu quero morrer de pé,
e triste fim, acabar de joelhos...
Mas sinto que mais não posso fazer,
dói-me o corpo , dói-me a alma,
que mais resta então pra doer?

Com esperanças e ilusões,
fui mais um entre tantos que tais.
Abatido à chegada, sem ver a alvorada,
cuja fé e confiança foram pecados capitais.

E quando minha hora por fim chegar,
na minha pedra ficará escrito:
Por fogo amigo morreu a lutar,
e jaz nesta praia esquecida.
Quem lutou por acreditar,
em uma batalha perdida.

de Luis Nascimento

(força amigo... juntemos todos as nossas forças na batalha por mais poesia em 2008. Gostei, é triste e escuro, tal como eu gosto.)

imagem do filme Jarhead

Publicado por D_Quixote em 12:31 PM | Comentários (2)

janeiro 02, 2008

Em obras

Em obras de remodelação... espero que gostem do novo "look" para 2008.

Abraço a todos (embrenhado na tarefa)

Lista de alterações:
X - Novo template - cores
X - Novo mapa de visitas
X - Pessoa... o gatinho da casa
X - links de blogs mortos eliminados
> a actualizar links de blogs
< a acrescentar links novos

ACIDENTE - problemas todos resolvidos... só falta mesmo adicionar os blogs novos nos links... se possuem blogs e querem ve-los adicionados, por favor enviem-me um mail... é que às vezes o Technorati não é muito de fiar.

P.S. - um grande obrigado à Zé... que ajudou imenso ao encontrar o código de HTML do relógio.

Publicado por D_Quixote em 02:37 PM | Comentários (3)