fevereiro 29, 2008

Flirt

Não me leves a sério...
Sérios são os políticos
Com urina na gravata...

Não me tires o mérito
Por provocar o riso
No canto da tua boca...

Não acredites nos mitos
Que narro
Enquanto toco os teus cabelos harpa...

Não acredites no brilho
Da verdade no meu olhar
Que faz qu'o teu sorriso morra...

de Daniel Afonso

desire by ~pinktrigger
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(Intimista... assim segue a poesia hoje! Acho que nada melhor que Goldfrapp para acompanhar! Obrigado Daniel e espero que envies mais! abraço a todos e desculpem o atraso nas edições... não tem sido facil!)

Publicado por D_Quixote em 03:03 PM | Comentários (0)

Desabafo

OMG... estão a bombardear o poetry café com spam...

Se fizessem ideia da quantidade de lixo que tenho que limpar todos os dias... fugiam!!!

Agora vamos lá meter mais um poema no forno!

Publicado por D_Quixote em 02:52 PM | Comentários (1)

fevereiro 24, 2008

NÃO SOU POETA, SOU AMANTE...

Nem sei como aqui vim parar,
isto até porque eu nem sou dando a leituras,
inesperadamente dei-me conta a escrever,
as palavras nem sempre foram o meu forte,
mas nesta fase da minha vida,
parecem querer sair dentro de mim...
talvez seja o estado melancólico em que me encontro,
mas sabe bem imprimir estas palavras...

Flash de palavras

As palavras que brotam de dentro de ti,
são simplesmente uma forma de comunicação,
entre o teu coração e a tua alma...

de Eduardo Diniz

Words... by ~kefirux
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(dois pequenos poemas do Eduardo, uma estreia no pequeno palco do poetry café... ficarei à espera de receber mais poesia tua! Abraço!)

Publicado por D_Quixote em 12:02 PM | Comentários (4)

fevereiro 15, 2008

Olhar de Vidro

Olhas-me.

No final dos tempos, ainda restará outra verdade além do olhar?
Mesmo que as rochas nos ultrapassem na contagem do tempo e que todo o mundo seja uma breve miragem, nós sobreviveremos no casulo da suspensão, pois, dizem, há um espírito que nos precede.
E seremos nós a alimentarmo-nos de tempo em cada trilho de sangue.
As luzes estéreis da cidade guardavam-te no seu luxo clandestino, naquele ruído que manchava a multidão de sombras vermelhas. Por sorte o teu lugar predilecto era ainda menos iluminado, preso ao canto onde as paredes eram mais lentas e as mãos se podiam movimentar melhor.
Nunca deixei cair das ruelas estreitas das minhas mãos o teu intenso cheiro a excessos deambulantes e a longas horas de aridez, nem perdi o calor do teu corpo em cada recanto exposto onde a lua me devastou.
Esta é uma daquelas vidas em que tudo o que eu mais queria era um abraço.
Não me condenes. Não me apontes. Apenas continua a olhar-me.
Não te desvies de mim.
Não te desvies do enquadramento da nossa luz.
Olha nos meus olhos. Bem sei que, se me demorar demasiado a contemplar-te, acabarei por ser atraído ao Hades e terei acesso a todos os segredos que o espelho me esconde. Anjo ou demónio, sei que as tuas asas me farão perder a minha alma de qualquer modo, de tal forma que um dia te oferecerão alvíssaras para que me devolvas ao mar.

Nunca aceites nada do que eles te disserem.

Estou suspenso. E assim ficaria para sempre, desde que cada arrepio me trouxesse de novo àquele torpor inicial em que nada existia debaixo do Sol além do teu rosto e das promessas infinitas que caíam dos teus lábios sobre o meu peito.
Passa-me o teu copo. Quero partir o nosso olhar de vidro contra a manhã do mundo.

de Miguel Rodrigues

Broken Eye by ~SoloEvolution
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(lindo... profundo... mágico... apesar de doloroso! Soube-me bem ler e publicar este poema. Obrigado Miguel por o teres enviado. Abraço a ti e a todos os leitores do Café)

Publicado por D_Quixote em 06:33 PM | Comentários (2)

Livro Aberto

O Poetry Café, como um espaço de incentivo e exposição de poesia incentiva e ajuda todo o tipo de projectos de literatura que assim o desejarem.

Como tal recomenda que espreitem este: www.livrariaberta.blogspot.com

Começa aqui uma experiência que espero ser completamente inovadora, o primeiro livro de expressões verdadeiramente colectivas de autores conhecidos ou desconhecidos, amantes deste ou daquele género, uma história que terá vários cunhos, beberá de várias culturas e cujo resultado espero ser verdadeiramente surpreendente.
Será lançado o primeiro parágrafo da história , sendo que o próximo capítulo será escrito pelos utilizadores do blog e não deverá exceder as 500 palavras, e com a frequência de pelo menos um por semana, será publicado no blog e dará início ao próximo capítulo.
O processo de selecção será feito de uma forma absolutamente imparcial, onde serão seleccionados no máximo três textos para votação, no entanto poderá eventualmente acontecer o caso de apenas serem seleccionados dois, um, ou até mesmo nenhum, sendo esta escolha a única que não envolve directamente os utilizadores do blog.
A qualquer momento do desenrolar da história poderão ser introduzidos novos elementos, por forma a moderar ou conduzir a narrativa de uma forma mais estruturada.
Assim sendo, desejo que todos os participantes, mesmo os que não sejam seleccionados para integrar o Livro Aberto, sintam que nesta história está um pouco de todos nós.
Sem mais demoras, o primeiro parágrafo.

A ideia parece-me interessante, oxalá tenha muita adesão.
Os meus votos de boa sorte aos mentores do projecto.

Publicado por D_Quixote em 05:50 PM | Comentários (0)

fevereiro 11, 2008

Em tempos

Em tempos, entendemo-nos
Numa linguagem de necessitados
Um dos dados, outro dos ofertados
Um da escolha, outro da escolha dos demos

Noutros tempos nos fomos aceitando,
Um por não desengano, outro por puro engano!
Quem se enganou? Só quem se foi desenganando
Do engano de quem enganou, desacreditando.

de Nito Viana

A Little Time by ~IrondoomDesign
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(Belo jogo de palavras amigo. Tão teu, como é hábito.)

Publicado por D_Quixote em 05:54 PM | Comentários (2)

fevereiro 07, 2008

explicação da pele

porquê a pele? - perguntou ela
porque - respondo incrédulo -
é na pele que respira a poesia,
e que a chuva fria arrepia...

é na pele que o sol queima
e onde o sal do mar teima,
é na pele que se sente a vida,
e ela, pouco convencida:
- sim, amor, mas porquê a pele?

porque é na pele que te amo,
te devoro sem engano...
é na pele que o sonho vibra,
é lá que dói a batalha perdida!!

porque é na pele, minha querida,
que faço minha, a tua vida...
me confundo em ti, amor
e me misturo no teu suor...

porque é na pele que sinto teu beijo,
nela vive o quanto te desejo...

porque é na pele, meu amor,
que escrevo as letras da vida!!!

de Olivia Santos

Skin speaks for itself by ~BloodSorceress
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(amiga Olivia, devo dizer que este deixou-me a pele arrepiada de tão bom que é. Fresco, original e delicioso de ler. Obrigado... vou ficar à espera de muitos mais!)

Publicado por D_Quixote em 12:22 AM | Comentários (8)