março 25, 2008

Mantenho a esperança…

Nas asas do desejo sente o meu respirar em torno do teu ouvido… sente como te quero a cada instante, a cada momento, a cada gemido… leva-me a sobrevoar no mais alto dos céus com as tuas asas, as tuas ilusões, os teus sentidos… mostra-me o que é realmente amar, mais do que tudo ensina-me, tira-me desta fastidiosa angustia de não saber sentir, de não saber olhar como quem vê de verdade… pega na minha mão, e embala o meu corpo como se de um manto leve se tratasse, sê meiga com a minha fragilidade… toca os meus olhos cansados e quase sem vida, devagar faz com que os teus dedos se tornem estrelas luminosas, para que nesse instante me devolvas o brilho à muito perdido num gesto subtil de descrença… antes de ti vivia como um pedinte, procurando aqui e ali, algo para desfazer este enorme “nada” que era a minha vida, os meus dias… agora que te encontrei é difícil não pensar em ti, as noites deixaram de ser frias e escuras, o céu voltou a estar estrelado, tudo porque os nossos corações se fundiram num só… tudo porque ainda é possível sonhar… tudo porque ainda não perdi a esperança de te encontrar um dia!...

de Nino Carvalhais

Lovers by ~KubaRalszkowski
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(mais um belo texto teu amigo... Obrigado pela tua presença constante e talentosa no poetry café... Temos problemas com o som; não se conseguem encontrar mais motores de busca de mp3 ou streaming decentes na net. Assim irei ter que substituir o som pelo Imeem, com a vantagem de possuir muitas mais opções musicais disponiveis.)

Publicado por D_Quixote em 11:50 AM | Comentários (12)

março 14, 2008

Alice

Tira os olhos do rio, Alice. raios! gritas por socorro, resgato-te à noite, atiro-te para o lado de lá do espelho e ficas para aí perdida em sonhos? Queres morrer?! Deixa essas tretas para quando estiveres a escrever sobre agora, para quando inventares as palavras que ouves das tais personagens que te enganam. Porque vais escrever sobre esta noite, não vais, alice? Já te estou a ver, agarrada à primeira frase, horas a fio sem conseguires continuar a narrativa. cigarro após cigarro, num não mais acabar de deletes. Nessa tentativa de baralhar e voltar a dar que nunca te chega a convencer. No final do maço, terás um parágrafo se tanto. Divagações que não quererão dizer coisa alguma. Um monólogo como tem de ser. Mais uma página do tal diário que juras jamais virás a escrever. Mas, agora, finge que não é isso que desejas. Não custa nada brincar ao faz de conta, de quando em vez. Tira os olhos do rio, Alice. imagina que sou real e que não me arrancaste da cama só para fugires à ficção.

de Alexandra Gil

.alice. by ~lady-of-chaos
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(O que dizer deste teu texto amiga?... Fiquei agarradinho a ele de uma ponta à outra, a roer as unhas à espera do que vinha na frase a seguir. Lindo e mágico... obrigado e beijinho!)

Publicado por D_Quixote em 12:29 AM | Comentários (4)

março 10, 2008

vadiagem

vadio por entre
as palavras que não rimam
faço de conta que
teu corpo é o meu jardim
e na noite delirante
de estrelas,
na negrura do céu
que me chama
parto, vadia,
à procura do poema que fiz!
do beijo que te dou
nasce a palavra silêncio
e guardo na pele
o arrepio de prazer!
volto à noite,
à vadiagem,
à loucura
e do nada que somos
outro poema surgiu

de Olivia Santos

FlutterBy by Lady-Dementia
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(Mais um poema da Olivia. Belo e sereno... deixa-me a vadiar nos meus dias e em mim também. Desculpem amigos a falta de assiduidade no café, tempos complicados em termos de gestão de tempo e trabalho.)

Publicado por D_Quixote em 12:05 PM | Comentários (4)