Sinto a falta de expectativas "adentrado" amor.
Nessa viagem de vislumbre o caminhar é inseguro.
Reflectindo na paisagem há o iluminado amanhecer,
Andarilhos juntos recortando as estradas do tempo
Em incertezas repensadas de advertidas esperanças.
Os pares desfilam desejos em formatos de medos.
O grande delírio da vontade do eternamente esquecer
Em seus olhos lacrimejam a falta amena do prazer.
Ante os gritos e urros, cremarei a dor de ouvir o clamor.
Nunca faltará ao eterno sentimento os restos límpidos
Do cavalgar, unidos aos goles do sedento alvorecer.
Necessito então dizer-te, ainda te amo.
de Diana Balis

Touch by ~subaqua
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(Um belo texto para estreia aqui no café... Quente e exótico do outro lado do oceano. Obrigado por este poema... ficarei à espera de mais!)
Por encomenda são feitas as almas
- As caras, as mentes, as ideologias,
As palavras quentes, as mãos frias,
Os talentos que me dóem nas palmas.
E tão solenes, pesadas mas calmas
São do povo as almas luzidias!
Bocas tortas, sem dentes nem cortesias,
Mãos rugosas, com feridas e com traumas...
Cara triste, porquê qu'existes?
Cara alegre, porquê que morres?
Cara iluminada, porque te feriste?
Criança morta, porquê que corres
Na memória do povo simples
Que te hasteia nas negras torres?
de Daniel Afonso

Eternal rest by *bucz
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(Mas que belo e sombrio poema amigo. Obrigado por mais esta contribuição!)
Será que...
me fazes mal e eu igual...
Será que...
Quero beijos e sussuros misturados a gemidos...
quero o teu corpo suado...
Quero as tuas mãos a passear no meu corpo...
quero as minhas pernas suspensas nas tuas...
Será... que...
Preciso do teu corpo saciando o meu desejo...
o desejo que esta aceso, latente no meu corpo
que quero, que beijes, que arranhes, que mordas...
que te entregues, que sejas voraz, que me devores
Será que...
a minha boca te chama para o roçar leve da tua lingua...
no meu corpo...
lambendo os meus suores, libertando o meu desejo
Será que...
Vou beijar e vou gostar, tocar e devorar, gritar e desejar...
Será que...
me fazes mal e eu igual...
de Maria Pereira

I'm not free by ~bagnino
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(obrigado Maria por mais este poema... com tanto calor, ainda conseguiste aumentar a temperatura do café. Jinhos e continua a enviar mais poemas!)
É feito de olhares e sorrisos o meu sonho… é feito das minhas mãos e das tuas, do meu suor e do teu… do nosso acto de partilha em redor de alguém que vê no nosso sorriso a salvação. Sonho em ver o mundo sem monstros e sem lados negros, poder escrever palavras de respeito sem que sejam linhas num caderno usado e poeirento que se arruma numa estante até aos confins do tempo…sonho com rasgados sorrisos brancos repletos de sonhos de criança…
É então que fecho os olhos e navego no imaginário onde tudo é real.
O sonho vive em mim e o sorriso também!
VIESTE NUM SORRISO CARREGADO DE LÁGRIMAS
Vieste num sorriso carregado de lágrimas que o frio gelou nesta noite impura sem sentimento… não te sinto brilhar como outrora dentro de mim, não sinto as tuas mãos os teus olhos, o teu corpo…
A noite tornou-te escura e já nada sobressai de ti, não passas de um vazio ausente neste universo… a água que brota dos teus olhos é impura e não passa de sangue derramado numa guerra injusta de traição… trago o meu corpo cansado de tanto sofrimento…
A partir de hoje mais não és do que uma caixa vazia sem recordação, apenas o pó te conserva e o esquecimento é o teu destino.
Ambos saímos sós deste desenlace e sós vamos permanecer na penumbra das noites sombrias onde a saudade é mais forte e o desejo de te voltar a ter atraiçoa o meu coração…

sadness stands alone by Nuno Peixoto Branco
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(uma publicação em dobro de um poeta que tem talento a multiplicar por muitos muitos versos... Obrigado Nino por mais esta contribuição, tens sido um dos mais activos e brilhantes escritores desta "casa". Um grande abraço de gratidão!)
onde vais tu gaivota branca?
nessa mistura tua com o fogo do céu
perdida sem o querer saber
só viver com a esperança da liberdade
vais alva e senhora
nesse caminho aberto e amplo
num voo variado de felicidade
porque cheiras as ondas e sobes ao infinito
não tens sinal que te pára
só o receio que eu tenho do Homem
passas tu rapariga altiva
e só eu te vejo isolada
nessa fuga ao teu bando
pra teres realce e vento que te empurre
olha-te como eu
o ilhéu que te inveja as paixões
o teu grito chamativo
neste manto pintado do fim da tarde
onde atraca-mos num admirar do teu movimento
na hora vaga como esta
andas brava de alegria
porque vais ao horizonte
misturar-te com o mundo e o sol posto
pra vingar esse esforço grandioso
e fico aqui pra te ver a ir
ao encontro de um antigo desejo meu
que não alcançarei hoje
mas creio que um dia depois da morte
ambos partiremos
como amigos eternos de uma outra vida
de Silva Costa

.............. by *bucz
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(um poema fresco e a saber a Verão... Obrigado por este momento de maresia alada. Ficarei á espera de mais poemas teus. Abraço!)
Olho para a frente do meu destino.
Desembaraço-me da forma passada, um a um os meus pensamentos.
Destruo todas as virtudes contruidas até hoje.
Passagem breve no caminho longinquo.
Supreendo-me com todas as vozes que me fazem reflectir.
Tomar atitudes, diferenciadamente de todas que já tomei.
Ou não tenha tomado.
Tudo simples, ouvindo toques interruptos da melodia que me assoma.
todas as palavras são especiais.
Todas as palavras são diferentes.
Todas as palavras criam-se em momentos de euforia.
Que nos fazem sorrir.
Em surpresas que alegram a minha ansiedade.
Olho para a frente com um passado já criado.
Olhando para todas as amarguras impostas.
Todos os meus desejos foram esquecidos.
Todos os meus pensamentos foram ultrapassados.
Todos os meus sonhos foram abalados pelas as compreensões dos outros.
Peço desculpa antes que chegue a minha despedida.
Pois assim adormecerei mais descansado.
Pois assim tudo o que tenha feito vos será recordado.
Não quero que amem, peço-vos que me compreendam.
Como compreendi toda a vossa preocupação.
Como vos compreendi.
de João Santos

Words of nature... by ~trutruche
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(todas as palavras são importantes João... são elas que nos marcam as memórias cá dentro. Obrigado pelo poema... ficarei à espera de mais. Abraço!)