Todos os que sentem os subúrbios de mim,
sentem que não sou eu.
Sou o invólucro que lacra a tua presença ferida
no golpe predilecto onde repouso este sentido que não sei dizer.
Sustenho o sangue que te deixa mais fraca
e fluo com ele nos tons magníficos do teu olhar.
E este comprimir que me junta à tua chaga lancetada
é a razão pela qual fiquei sem saber porque estou aqui:
se estou aqui
por ti,
ou pela pressão do teu sangue que me sente aprisionar.
de Antonio Puglieli

Bleeding Love by *xequemate
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(E há pessoas assim com talento que sangram poesia como tu... Parabens amigo António por este poema! É absolutamente perfeito e eu adorei lê-lo e edita-lo! Aquele abraço à espera que envies muitos assim!)
Há música doce aqui
Mais doce que quedas de pétalas de rosas levadas sobre a relva
ou a noite orvalhosa sobre águas;
entre paredes de granito sombrio
num passo vislumbrante.
Música doce sobre as mentiras de espírito.
Mais doce que pálpebras sobre olhos cansados...
A noite será repleta de música
e os cuidados que infestam o dia
dobrarão as suas tendas como os árabes
que silenciosamente saem às escondidas
de Abel Sousa

Meditation by =poprage
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(Olá a todos e mais uma vez, peço desculpa pela ausência de noticias. Acho que nem preciso de explicar porque tanto gosto deste poema do Abel, quem me conhece já sabe o quanto adoro meditar e deixar a mente viajar com sons mais exoticos. Musica e foto escolhidas a dedo. Aquele abraço!)