Sinto desprezo de mim, as palavras nada têem na sua mensagem, nada comunicam, serei eu invisivel?
Talvez seja para quem me pisa, serei mais um objecto de momento, ou, talvez um relogio sem corda jé esquecido entre o pó no fundo de uma gaveta milenar, que ninguém ousa abrir.
Não sei...
Sinto me mal com o silencio das paredes, já nem mesmo a fumaça companheira de tão solitário silencio fala comigo.
É triste andar á margem do mundo que tanto tento entrar.
ficarei a admirar as vagas que agora chegam a mim, e te entrego a ti meu pedaço amigo, que consome tudo o que digo ou sinto e que amo.
Talvez te ame mais a ti, por tanta lealdade tua, ou, mesmo pela total atençao que me dás, quem me derá que pudesses tu de vida seres feito e cuidares de mim, pois cansado já não aguento tanto silencio e desprezo de mim.
de Miguel Pereira
17/06/2005
(obrigado Miguel poe este fantástico poema... espero conseguir acompanhar com a foto este momento tão introspectivo)

Le coin surnaturel by radi polgo
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