principio tocando de leve e azul
a distante tecla de um escrito
largado na borda do papel
não digo solidão se digo saudade,
mas minhas letras não ressoam todos os dias.
por vezes minha pele é impermeável
e nada me abre os poros de um segredo;
desenhos sem significado me rodeiam
[como tatuagens de brinquedo]
e além da cor amarela nada vejo.
a proximidade parece em calmaria.
num entusiasmo temperado de ligeiras certezas
monto e cavalgo a realidade,
com um sonho entre os dedos
sei que o adiante lá está e nos habita
e ainda que não haja um sol muito eficaz
há um centro que brilha
[nós]
na dor dessa escrita.
de Sonia Regina
(obrigado Sonia por mais este lindo poema, que mal o li só pensei em ilustra-lo com uma foto da marília, pois um poema bonito merece sempre uma foto bonita)

i.
Copyright © 2005 by marília campos
Adorei! Muito bonito!
Afixado por: Cientista em outubro 10, 2005 12:56 AMCatitinha... este tem um sentido especial, tem sentido! Adorei a fórmula do desabafo. Adorei aliás!
Meshell playing on and on
&becitu
Afixado por: Rita em outubro 10, 2005 03:08 AM"...num entusiasmo temperado de ligeiras certezas/ monto e cavalgo a realidade,/ com um sonho entre os dedos..."
E desse sonho resultou esta partilha de "Essa letra".
Afixado por: Maria do Céu Costa em outubro 10, 2005 06:31 PM