A velocidade da vida e o jornal a passar nos dedos. Antigamente era mais devagar. Agora há a máquina, uma boa invenção...ela trabalha e nós olhamos para ela, não olhamos por nós, não olhamos pelos filhos, não cuidamos deles, não damos atenção a eles, estamos viciados a gastar dinheiro. A máquina que foi inventada para nos levar á naturesa está a levar-nos ao esquecimento de nós, ao esquecimento da natureza. Agora trabalhamos mais, dormimos nada, desperdiçamos o sentido do prazer e do amor. Temos fé no engano, acreditamos que nos redimimos pela doença e vamos como cordeirinhos até ás portas da morte. Não é o antigamente melhor; na rede o peixe das misérias e das ignorancias. A velocidade da vida Sr engenheiro. você é o homem mais rico e as suas máquinas as mais potentes e as pessoas mais ignorantes, mais famintas, mais tristes. Quem devemos servir? A pele ou a máquina. Agora é só carregar no botão. é tudo fácil, é tudo limpo, tudo muito filha da puta e muito conveniente. Vamos contemplar o céu ou quereis contemplar o hipermercado.
de Rui Duarte
(obrigado Rui por este poema fantástico que nos pôe a pensar em tanta coisa)

Rainy Skyline
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Entre o antigamente e o futuro fico-me pelo agora... apenas para dizer que este texto revela muito daquilo que esquecemos com facilidade e temos à mão! A foto foi muito bem escolhida... um perfeito encaixe! Gosto bastante! Parabéns!!!!
Afixado por: Maria São Miguel em outubro 29, 2005 09:33 PM