Quando o poeta morreu, as minhas palavras estavam a morrer.
Eu não estava triste e um cavalo galopava na pálpebra dos olhos.
Morreu aquele poeta e tudo o que sangrou foi o que escreveu no peito dos guerrilheiros da montanha.
Quando o poeta morreu, tu acordaste-me e tinhas fogo nas mãos e eu fiquei possuído das palavras que ainda não tinham sido proferidas.
Quando o poeta morreu, as minhas palavras estavam a morrer.
Preciso dos teus olhos. Que eles façam cicatrizes no meu corpo. Preciso de sobreviver antes que chegue o abandono.
Quando o poeta morreu e eu soube que era uma viagem, senti que o coração dele batia dentro do tronco de uma velha árvore.
Quando o poeta morreu, e agora passado todo este tempo volto a sorrir, tu olhas-me e parece que o poeta me olha através de ti.
de Lobo
(quando tu morreres amigo, o poeta que tu és continuará eterno nas coisas belas como esta que deixou às sementes. Obrigado amigo por partilhares aqui no café mais esta pequena perola do teu conhecimento)

Whispers
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Um bom texto baseado numa mentira: é que os poetas NÃO morrem!
Afixado por: oldmirror em novembro 14, 2005 11:20 AMA poesia vive, de facto, na alma lusitana.
Vou seguir este blog mais de perto...
começo a ficar fã desse senhor catita
e tu... a escolhe-los cada vez melhor!!!
becitu chocolate (poix)
Afixado por: Catita em novembro 15, 2005 01:33 AMLobo, a tua poesia tornar-te-á imortal...as tuas palavras são únicas. Como sempre, adorei!
Jinhos, Estela.
Afixado por: Senhora das Estrelas em novembro 15, 2005 11:05 AMPermitam-me discordar, mas um poeta não morre nunca!
Cumprimentos.
Afixado por: Sara F. em novembro 21, 2006 07:01 PM