novembro 24, 2005

Estendo-te a Mão

Haverá dor maior
Do que aquela que sinto
Por te ver sofrer
Num sofrimento profundo
Que te deixa assim
Cabisbaixo e moribundo
Num gélido calor
Que derrete a esperança
E congela aquele teu olhar,
O teu olhar de criança?!
Não, não, eu não minto,
Afoguei a mentira
Num mar de lágrimas salgado;
Sobrevive em mim a verdade
Num mundo vil e malvado
Onde a ilusão que crio
É dócil e verdejante,
Onde me deleito e me regalo...
É este espaço físico
Que dá corpo a uma alma perdida
Por entre a loucura e o vazio
Que preenche os escassos
Metros que nos separam...
Dá-me a tua mão,
Sente-a como tua
E não a largues nunca!


de Teresa Sousa

(que posso eu dizer sobre a tua poesia que já não tenha dito?... é absolutamente linda e fascinante, sobretudo quando abraças temas mais tristes e negros... tu sabes faze-lo como mais ninguem... e o teu blog hoje está sublime)

So small
Copyright © 2005 by Nuno Peixoto Branco

Publicado por D_Quixote em novembro 24, 2005 12:25 PM
Comentários

Tão bom...

Parar um pouco e ler qualquer coisa que nos chama à atenção.

Adorei o titulo do blog

Afixado por: Avô Kimera em novembro 26, 2005 09:48 PM

O Acaso e a Cacau me trouxeram aqui. Direto do Masp.


Deliciosamente.


E estendo-me à tua mão...


Abraços, flores, estrelas!


Afixado por: Edson Marques em novembro 27, 2005 09:14 PM

A poesia de outrem é uma de duas:
Energias que nutrem imaginações puras,
ou alvenarias que não cedem às estrofes mais perfeitas...
Uma fonte de vontades,
ou um muro de liberdades...

Afixado por: Etari Peht em novembro 27, 2005 09:34 PM
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