dezembro 07, 2005

As palavras a fugirem dos homens

Assim de repente dou um salto, ponho as palavras a fugir dos homens ou leio nas cartas de amor subentendidas histórias de polícias e ladrões. Foi assim; desenterras-te o machado de guerra, depois beijaste-me os lábios. Lisboa ficava no lugar daquela cicatriz. O amor era profundo e o sangue que corre alimenta as feridas de te desejar, de não ter palavras. Assim de repente dou um salto, parece que sou eu o movimento da terra, que sou eu no meu silêncio a dizer que te quero. Agora desejava nascer, nascer no sentido de não perceber o lugar onde estou e ser ai o prazer na primeira forma de existência. Assim de repente dou um salto, ponho as palavras a fugir dos homens e no entanto há as músicas e do outro lado do mundo o pulsar do coração. A meu modo fiz a minha viagem á lua, dou um salto e desço á tua profundidade. Entretanto fico na minha superfície de homem e de aventureiro.

de Lobo

(que as palavras nunca te fujam amigo, pois precisas delas para escrever estas coisas lindas como só tu sabes... abraço)

Golden Street
Copyright © 2005 by kadir barcin

Publicado por D_Quixote em dezembro 7, 2005 12:21 AM
Comentários

Belo!

Afixado por: Cristina em dezembro 11, 2005 06:24 PM

UAU!

Afixado por: caixante catarina em dezembro 11, 2005 11:17 PM
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