“ – Olá!” Disseste.
Como uma expressão materna,
de aconchego,
de pertença...
“ – Olá!” Retorqui rendido
E a minha vida mudou nesse dia,
Quando me sentei a teu lado e descobri a vida.
Nos momentos serenos desse pôr-do-sol
Os vultos horrendos e disformes das outras pessoas
Já não me incomodavam mais,
Nem os via cego na tua contemplação
Eram pormenores insignificantes na imensidão da paisagem
Era gralhas num texto demasiado bonito para deixar de se ler
Eram nada
Nada valiam
Nada importavam
Só tu
No teu cabelo de luz
No teu sorriso de céu
No teu livro velho de poesia
Que leste a meu lado
de João Natal
(feliz dia 26 amor...)

Invernos rigorosos e cruéis eram os meus dias
Não existia harmonia, nem tão pouco esperança dentro de mim
Usei o sonho como forma de ultrapassar a dor
Trepei a montanha e tu estavas lá
Incrédula e receosa vi-me repousar num amanhecer sereno e radiante
Lembras? Eu não mais esqueci: a serenidade e a luz fazem parte de ti
(que esta data, meu amor, possa ser celebrada sempre com muita felicidade... feliz dia 26! )