Saudades são como pulgas
Nada as mata
Persistem só numa cidade
Voltam quando pensas
Que já mataste todas
Saudades das coisas
Saudades das pessoas
Saudades das saudades
Saudades das luzes duma cidade
Saudades dos poemas que nunca escrevi
Saudades das pessoas que nunca conheci
E que, mesmo assim, desaparecem da minha memória
Saudades das coisas que não fizemos juntos
Saudades dos sonhos que não me pertencem
dos silêncios, das palavras nunca ditas
das proximidades imaginadas
dos olhares sonhados
dos mares e continentes na tua boca
da minha loucura
de ti que não me conheces
e nunca me amaste
Obrigado,
de Dean Trdak
(a poesia é assim. faz uma homem croata escrever em português a paixão por Lisboa... e ainda bem que é assim... abraço Dean, espero que continues a escrever pois escreves muito bem.)

25 Abril
Copyright © 2005 by Andre Viegas
O VENTO NÃO SE APANHA, A SAUDADE TAMBÉM NÃO...
Afixado por: KIKA em março 15, 2006 01:33 AMO esquecimento dos momentos não vividos, mas desejados...
Belo poema.
Abraços de um gaúcho do sul do Brasil