Quero sair do abismo.
Esgravato, os dedos em sangue, a garganta seca de terra e pó.
Vejo-te em baixo, dei-te a mão para tentarmos os dois.
E tu, nem queres seguir-me!
Teus dedos não estão em sangue, conformaste-te em estar no abismo.
Cantarei ao chegar, talvez não ouças o eco do meu pranto.
Muito depois vou murmurar "estou saturada de não ser objecto de amor".
de Cristina Mesquita
(mais um belo pedaço de texto da Cristina, obrigado mais uma vez pela qualidade e quantidade de trabalho que envias... são pessoas como tu que me dão alento a continuar com o Poetry)

poetry by bianca van der werf
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Coincidências!
Por vezes é chegada a hora de desistir e deixar de insistir. Há momentos em que, mesmo querendo ficar temos de partir... por coincidência publicaste este meu texto de despedida num desses dias... Obrigado pelas tuas palavras Nuno. É um privilégio colaborar no Poetry. Beijinhos
Lindo Tininha!!!!
Afixado por: Mafalda em abril 20, 2006 07:39 PMdei uma passagem de olhos pelo blog
achei.o muito interessante..
sem duvida merece uma futura visita!
continuaçao de um bom trabalho
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Cristina seus textos são de uma força incrível. Sempre me emociono. Parabéns.
Afixado por: Roseli em abril 28, 2006 09:32 PMSoberbo!
Afixado por: vitor em maio 15, 2006 03:20 AM