Os teus dias são negros, frios, irreais
Os teus risos mentirosos, de demente,
São tristes, como tristes funerais
A ecoar na minha alma doente
E de tudo o que vivi nada me ficou
Nem miragem distante de um abrigo
Ninguém dos que amei, um só gesto me amou
A ninguém que cruzasse chamei amigo
Vivo moribunda na torre deste castelo
As pessoas que passam olham pasmas,
Passo horas ao espelho, a escovar o meu cabelo
E a sorrir… para os meus fantasmas
de Lavínia Matos
(obrigado Luisa por este poema lindo, acho que foi mesmo a melhor maneira de te estreares aqui no pequeno palco do café... agora espero que não queiras descer mais dele, fico à espera de mais)

hand mirror by Natalie Shau
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Estava passeando pela Net e acabei aqui...
Adorei o teu blog, adori as poesais, a música, as iamgens, as cores, muito bom gosto.
Espero que não se incomode se eu voltar aqui mais vezes, para me encantar.
Sil
Como sempre acontece quando visito esse blog, saio com a alma lavada e com uma leveza de espírito. Lavínia, parabéns pelo poema. É lindo!!
Nuno, agradeço sempre por sua sensibilidade e bom gosto no blog. Parabéns e não pare não viu? Ficaríamos orfãos de boa poesia, boa literatura, bons amigos.
Beijos